A AMAZÔNIA FALA OU VIRA CENÁRIO? DESAFIOS DE REPRESENTATIVIDADE E JUSTIÇA CLIMÁTICA NA COP 30
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1678-2593.2025v24n55.75223Palavras-chave:
Justiça ambiental, Participação social, Povos tradicionais, Conferência do clima, Governança territorialResumo
Este artigo se insere no campo dos estudos sociojurídicos e propõe uma reflexão crítica sobre a intersecção entre justiça climática, representatividade política e direitos humanos na Amazônia. A partir da escolha de Belém do Pará como sede da COP 30, questiona-se se o evento representará uma mudança real na forma como os povos amazônicos são escutados e incluídos ou se a região seguirá sendo apenas cenário simbólico para decisões distantes de suas realidades. O objetivo é investigar os limites e as possibilidades de participação social e representatividade de povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e comunidades periféricas no processo preparatório e nos espaços decisórios da conferência. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com base em estudo bibliográfico interdisciplinar, utilizando textos acadêmicos das áreas do direito ambiental, direitos humanos, ecologia política e justiça climática. Os resultados apontam que, embora a realização da COP 30 na Amazônia tenha forte peso simbólico, persistem barreiras estruturais que dificultam o protagonismo dos sujeitos historicamente marginalizados. Conclui-se que, sem a efetiva inclusão desses povos, a conferência corre o risco de repetir lógicas excludentes sob um discurso de sustentabilidade, comprometendo seu potencial de transformação no campo da justiça socioambiental.
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