JUSTIÇA SOCIAL PARA AS AMAZÔNIAS BRASILEIRAS
UM DEBATE SOBRE PLURALIDADE, DESIGUALDADES E INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1678-2593.2025v24n55.75231Palavras-chave:
Municípios amazônicos, Desigualdades estruturais, Redistribuição, Reconhecimento, RepresentaçãoResumo
O artigo aborda os desafios de justiça social nas Amazônias brasileiras, partindo da premissa de que a região não é homogênea, mas composta por múltiplas territorialidades, sujeitos coletivos e realidades socioculturais. A partir de uma abordagem plural, fundamentada nas contribuições teóricas de Rawls (1997), Sen (2010; 2011) e Fraser (2006; 2009), o texto articula os conceitos de redistribuição, reconhecimento e representação para analisar as desigualdades estruturais e os conflitos territoriais na região. Utiliza o recorte da Amazônia Legal e indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e o Índice de Progresso Social (IPS) para evidenciar a persistência da exclusão social e da precariedade de políticas públicas nos municípios amazônicos. Argumenta que a invisibilização dos saberes, modos de vida e demandas dos povos tradicionais - indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas etc. - contribui para a reprodução das injustiças sociais. Ao criticar a aplicação de modelos desenvolvimentistas exógenos e homogeneizantes, defende a construção de políticas públicas enraizadas nos territórios, com participação social, valorização dos conhecimentos locais e compromisso com a pluralidade amazônica. Conclui que a justiça social nas Amazônias brasileiras exige novo paradigma de planejamento e ação estatal, baseado em escuta ativa, reconhecimento das diferenças e democratização do acesso aos direitos.
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