O QUE SABEMOS SOBRE A AMAZÔNIA INDÍGENA TRANS?
UM DIÁLOGO SOBRE (DE)COLONIALIDADE, RECONHECIMENTO E JUSTIÇA SOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1678-2593.2025v24n55.75230Palavras-chave:
Existências Indígenas Trans, LGBTQIAPN, Corpo., Gênero., Sexualidade.Resumo
Este artigo propõe um diálogo crítico sobre as existências trans nas populações indígenas amazônicas, articulando os conceitos de colonialidade, reconhecimento e justiça social. Parte da perspectiva do giro decolonial e das epistemologias do Sul para compreender como as categorias de gênero e sexualidade foram violentamente enquadradas pela lógica colonial. Ao percorrer relatos, etnografias e análises acadêmicas, no curso da pesquisa bibliográfica e documental, investiga como a heterossexualidade compulsória foi imposta aos corpos indígenas e como, em resposta, emergem resistências que desafiam as lógicas normativas da colonialidade. Reflete sobre as resistências e (re)existências das pessoas indígenas trans, suas estratégias de visibilidade e seus direitos. Busca contribuir para a visibilização de sujeitos historicamente silenciados, ressaltando a importância de políticas públicas interseccionais e de uma escuta plural no campo dos direitos indígenas. Argumenta que reconhecer a diversidade de gênero e sexualidade em contextos indígenas é condição para uma justiça social efetiva e intercultural. Conclui que políticas públicas voltadas a essas populações devem romper com a lógica assimilacionista e valorizar os saberes locais, contribuindo para a consolidação de direitos humanos plenos e situados nas Amazônias plurais.
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