AS DUAS DIMENSÕES DO ESTADO DE NATUREZA HOBBESIANO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7443/problemata.v17i1.74881

Palavras-chave:

Hobbes, Estado de Natureza, Famílias, Filosofia Política

Resumo

Este artigo investiga a dupla dimensão do estado de natureza em Thomas Hobbes, buscando problematizar a leitura ortodoxa que o compreende como um constructo puramente teórico e experimental. Partindo de uma análise conceitual e interpretativa das obras Leviatã, Do Cidadão e Diálogo entre um Filósofo e um Jurista, argumenta-se que o estado de natureza hobbesiano não se limita a uma abstração lógica destinada a justificar o poder soberano, mas também incorpora uma análise histórico-antropológica das origens da organização política. A presença de unidades familiares nesse estado, frequentemente negligenciada, revela que Hobbes reconhece formas concretas de organização social anteriores ao pacto civil. Metodologicamente, o trabalho realiza uma análise textual e comparativa, examinando passagens centrais e a problematização do tema em autores como Schochet, Watkins e Strauss. O texto organiza-se em três seções: uma crítica à interpretação ortodoxa, uma análise das famílias como elemento histórico e uma discussão sobre a relação entre essa leitura e a concepção hobbesiana de igualdade natural. Conclui-se que o estado de natureza em Hobbes apresenta dimensões teórica e histórica integradas, oferecendo uma perspectiva mais complexa sobre a gênese do Estado civil.

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Publicado

31-05-2026

Como Citar

Souza Filho, F. M. de. (2026). AS DUAS DIMENSÕES DO ESTADO DE NATUREZA HOBBESIANO. Problemata - Revista Internacional De Filosofia, 17(1), 86–93. https://doi.org/10.7443/problemata.v17i1.74881

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