ENSINO DE FILOSOFIA COMO UMA QUESTÃO FILOSÓFICA NO BRASIL:
DOCENTES E ESTUDANTES PODEM SER FILÓSOFOS/AS?
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v16i2.71279Palavras-chave:
Filosofar, Ensino de Filosofia, Formação, Filosofia brasileiraResumo
O campo de estudos acerca do ensino de Filosofia tem se ocupado principalmente de discutir a importância da sua presença na educação básica e para a sociedade em geral, em refletir sobre os temas e conteúdos a serem ensinados e em buscar metodologias para seu ensino. Diante deste cenário, esse artigo pretende compreender se “docentes e estudantes podem ser filósofos/as?”, analisando o que envolve o direito ao filosofar no Brasil. Inicialmente será apresentado um panorama geral das discussões no campo mostrando alguns desafios para o ensino de Filosofia no país. Em um segundo momento será feita a análise de alguns dados referentes ao Mestrado Profissional em Filosofia (Prof-Filo) para refletir acerca de questões sobre o ensino de Filosofia no Brasil. E, por fim, o artigo terá como foco alguns apontamentos para o ensino de Filosofia no Brasil com suas especificidades territoriais. O direito ao filosofar é entendido nesse artigo não apenas como a discussão sobre a importância do ensino de Filosofia para a escola e para a sociedade, ou a necessidade de sua obrigatoriedade na educação básica, mas engloba a análise sobre a relação entre as metodologias e o estímulo ao filosofar acerca da realidade das escolas brasileiras.
Downloads
Referências
ARRUDA, Antonio Trajano Menezes. “Filosofia geral e problemas metafísicos”. São Paulo: NeAD/Refedor-UNESP, 2011.
ARRUDA, Antonio Trajano Menezes. Entrevista com o Prof. Dr. Antonio Trajano Menezes Arruda. “Revista Kínesis”, Vol. V, n° 09 (Edição Especial), Julho 2013, p. 01-20. Entrevista a João Antonio de Moraes e Marcio Tadeu Girotti.
CERLETTI, Alejandro. “O ensino de filosofia como problema filosófico”. Tradução de Ingrid M. Xavier. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
CORNELLI, Gabriele. Apresentação. In: GALLO, Sílvio; CORNELLI, Gabriele; DANELON, Márcio (Org). “Filosofia do Ensino de filosofia”. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 9-14.
GALLO, Silvio. “Filosofia da educação no Brasil do século XX: da crítica ao conceito”. In: EcoS – Revista Científica, São Paulo, v. 9, n. 2, p. 261-284. jul; /dez; 2007.
GALLO, Sílvio; KOHAN, Walter Omar. “Apresentação”. In: GALLO, Sílvio. KOHAN, Walter Omar (Org). Filosofia no ensino médio. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 7-10.
GALLO, Sílvio; KOHAN, Walter Omar. “Crítica de alguns lugares-comuns ao se pensar a filosofia no ensino médio”. In: GALLO, Sílvio; KOHAN, Walter Omar. (Org). Filosofia no ensino médio. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 174-196.
GELAMO, Rodrigo Pelloso. “O ensino da filosofia no limiar da contemporaneidade: o que faz o filósofo quando seu ofício é ser professor de filosofia?”. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009.
KOHAN, Walter Omar. “Perspectivas atuais do ensino de Filosofia no Brasil”. In: FÁVERO, Altair Alberto; RAUBER, Jaime José; KOHAN, Walter Omar (Org.). Um olhar sobre o ensino de Filosofia. Ijuí: Unijuí, 2002. p. 21-40.
PALÁCIOS, Gonçalo Armijos. “De como fazer filosofia sem ser grego, estar morto ou ser gênio”. Goiânia: Editora da UFG, 2004.
PERENCINI, Tiago Brentam. “A formação do professor em Filosofia no Brasil: restrição de pensamento e testemunho”. Filosofia e Educação [RFE] – Volume 9, Número 2 – Campinas, SP Junho-Setembro de 2017 – ISSN 1984-9605 – p. 23-47.
RODRIGUES, Augusto; GELAMO, Rodrigo Pelloso. “Ensino de filosofia: notas sobre o campo e sua constituição”. Educação e Filosofia. Uberlândia, v. 35, n. 74, p. 813-854, mai./ago., 2021.
RODRIGUES, Augusto. “Como nos tornamos os professores que somos: uma problematização da herança estruturalista nas práticas de ensinar e aprender filosofia”. São Paulo: Cultura Acadêmica Digital, 2020.
RODRIGUES, Augusto. “Heranças político-filosóficas de ensinar e aprender filosofia: do campo do Ensino de Filosofia à trajetória formativa na UNESP”. Tese de Doutorado. Marília, 2024. 193 p.
SEVERINO, A. J. “A contribuição da Filosofia para a educação”. In: Em aberto. Brasília, ano 9. n 45. Jan mar. 1990.
TOMAZETTI, E. M.; RODRIGUES, A.; VELASCO, P. D. N. “Filosofia do Ensino de Filosofia: uma conversa sobre os movimentos de sua constituição como campo acadêmico”. Podcast ANPOF. 13/05/2022. Disponível em: <https://anpof.org.br/comunicacoes/podcast-anpof/filosofia-do-ensino-de-filosofia-uma-conversa-sobre-os-movimentos-de-sua-constituicao-como-campo-academico>. Acesso: 01 de agosto de 2024.
VELASCO, Patrícia Del Nero. “O que pensamos nós, formadores/as de professores/as, sobre formação docente em filosofia?”. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação. Número 34: nov. 2020 – abril 2021, p. 12-33.
VELASCO, Patrícia Del Nero. “Por que a comunidade filosófica resiste em reconhecer e respeitar as especificidades do Ensino de Filosofia como subárea de pesquisa?”. In: Coluna ANPOF. Publicado em 10 de abril de 2024. Disponível em: < https://anpof.org.br/comunicacoes/coluna-anpof/por-que-a-comunidade-filosofica-resiste-em-reconhecer-e-respeitar-as-especificidades-do-ensino-de-filosofia-como-subarea-de-pesquisa>. Acesso em: 01 de agosto de 2024.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Amanda Veloso Garcia

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).