LIBRAS E A RUPTURA DA VIDA NUA:

A EMANCIPAÇÃO DO SUJEITO SURDO NA DERRELIÇÃO EDUCACIONAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7443/problemata.v17i2.79006

Palavras-chave:

Libras, Rancière, Emancipação, Surdez, Vida Nua

Resumo

Este artigo analisa a invisibilidade do sujeito surdo no contexto educacional brasileiro, onde a ausência de reconhecimento linguístico contribui para uma condição de exclusão política e pedagógica, descrita como “vida nua”. A acessibilidade ainda representa um desafio significativo, pois estudantes com surdez enfrentam barreiras que os colocam à margem das práticas pedagógicas, limitando sua participação e desenvolvimento. A falta de intérpretes de Libras e a ausência de práticas pedagógicas adaptadas comprometem o direito à educação equitativa. Diante desse cenário, questiona-se: de que modo a Libras pode ser compreendida como linguagem de emancipação segundo Rancière? Por meio da filosofia de Jacques Rancière, em O mestre ignorante, o estudo defende que a Libras é mais do que uma ferramenta de comunicação, sendo o instrumento que concretiza o axioma da igualdade das inteligências. A inclusão de estudantes surdos exige práticas que considerem a Libras como ferramenta essencial de comunicação e interação, reforçando a importância de reconhecer a cultura surda como parte legítima do ambiente escolar. Conclui-se que o reconhecimento da Libras opera a ruptura da vida nua, afirmando a potência da inteligência e a emancipação do sujeito surdo.

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Biografia do Autor

Leandra Furtunato Carvalho, UFCG

Mestranda em Filosofia (PROF-FILO/UFCG). Professora na EREFEM Arnaldo Alves Cavalcanti

Referências

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Publicado

31-08-2026

Como Citar

Carvalho, L. F., & Beltrame, M. M. (2026). LIBRAS E A RUPTURA DA VIDA NUA: : A EMANCIPAÇÃO DO SUJEITO SURDO NA DERRELIÇÃO EDUCACIONAL. Problemata - Revista Internacional De Filosofia, 17(2), 14–23. https://doi.org/10.7443/problemata.v17i2.79006

Edição

Seção

ENSINO DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

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