AINDA SOBRE A "CHARACTERISTICA UNIVERSALIS" DE LEIBNIZ
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.81880Palavras-chave:
linguagem simbólica, linguagem natural, virada linguística, qualidadeResumo
Busca-se apresentar todo um panorama bibliográfico sobre a ideia leibniziana da characteristica universalis: (1) suas “raízes retorcidas”, sua influência posterior no processo de formação da filosofia analítica e até mesmo nos atuais desenvolvimentos da inteligência artificial generativa; (2) a crítica que essa ideia sofreu já no séc. XVIII especialmente com os desvios “espinosistas” de Herder, com a virada linguística e a ideia da língua natural como “janela sem mônadas”, e Goethe, com a refutação da hipótese preformista e a descoberta do conceito da reprodução como anastomose (relação); e, por último, (3) o papel dessa crítica “espinosista” da característica universal na formulação do projeto hegeliano da Ciência da Lógica enquanto crítica da autonomia e substancialidade da quantidade e das linguagens simbólicas. Atravessa todo esse percurso a questão da primazia baconiana da qualidade, da síntese e do aposteriori; primazia da qualidade revertida em seguida pelo ideário mecanicista da substancialidade da quantidade, até o ponto de inflexão leibniziano, em que quantidade e qualidade, análise e síntese, parecem estar em relação recíproca, havendo, porém, nítida preponderância ideológica do papel da quantidade e da análise; primazia retomada e reformulada pelo “espinosismo” do naturalismo alemão de Herder e Goethe; e elevada a conceito fundamental da Lógica, da Natureza e do Espírito por Hegel.
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