A NÃO NEUTRALIDADE NA E DA PESQUISA EM EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2526-0839.2022v7n1/2.74310Palavras-chave:
Pesquisa científica, Pesquisa educacional, NeutralidadeResumo
O texto objetiva problematizar a questão da neutralidade na e da pesquisa em educação, considerando a relação entre o objeto de investigação e a postura do pesquisador no contexto das experiências humanas e do saber científico. Parte da seguinte problematização: sendo a educação produto da formação humana e, portanto, carregada de intencionalidades, e sendo o pesquisador também fruto desse meio, seria possível haver neutralidade na produção do conhecimento científico? O artigo, resultado das reflexões realizadas nas disciplinas “Tópicos em Pesquisa em Educação” e “Tópicos em Estudos Culturais da Educação”, (PPGE/UFPB), dialoga com autores como Carlos (2016), Ferreira (2010) e Gatti (2006), e conclui que não há neutralidade na pesquisa científica. Tal ausência de neutralidade manifesta-se nas escolhas epistemológicas, nos procedimentos e na própria relação objeto-pesquisador, marcada pela subjetividade, pelos juízos de valor e pelas visões de mundo que influenciam a construção do conhecimento. Nesse sentido, o trabalho materializa, na prática, os princípios teóricos dos Estudos Culturais, ao adotar uma crítica à neutralidade, valorizar a diversidade cultural, desnaturalizar saberes hegemônicos e afirmar o comprometimento ético-político do pesquisador como elemento constitutivo do fazer científico.
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