Por uma poética da animalidade
o mal-estar tecido na misteriosa Teia de Charlotte, de E. B. White
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2764-4251.2026.n1.78658Palavras-chave:
animalidade, poética, psicanáliseResumo
Desde que o homem iniciou a tradição da contação de histórias, os animais têm ocupado um lugar emblemático na literatura, o que pode ser observado em clássicos contos de fadas, a exemplo de “O Príncipe Sapo”, dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm; “O Gato de Botas”, de Charles Perrault; e “O Patinho Feio”, de Hans Christian Andersen. Diante disso, este trabalho dedicar-se-á a apresentar uma perspectiva da animalidade na obra A Teia de Charlotte (1952), de E. B. White. Considerada um clássico da literatura infantil, essa narrativa traz à tona temáticas como a importância da vida animal para os seres humanos, a linguagem dos animais e as relações naturais entre os diferentes seres vivos. O ensejo será explorar a poética dos animais ao longo da diegese e a relação humano-animal, com base nas reflexões desenvolvidas pelo psicanalista vienense Sigmund Freud, no texto O Mal-estar na Civilização (1930), e teóricos complementares.
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