Transformar cercas em passagens

Fup, de Jim Dodge, e a função da psicoterapia em perspectiva junguiana

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2764-4251.2026.n1.78790

Palavras-chave:

Jim Dodge, Fup, Jung, psicoterapia, psicologia analítica

Resumo

Este ensaio propõe uma leitura de Fup, de Jim Dodge, em diálogo com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung, tomando a novela como alegoria simbólica da psicoterapia. Publicada originalmente em 1983, a obra acompanha Granddaddy Jake Santee, seu neto Tiny e a pata Fup em um universo rural marcado por humor, estranhamento e imagens de forte valor simbólico. Sustenta-se que cercas, destruição e abertura funcionam como metáforas da defesa psíquica, do retorno do inconsciente e do processo de individuação. A psicoterapia é apresentada, assim, como trabalho de transformação de estruturas rígidas em passagens habitáveis, sem a supressão violenta das defesas.

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Biografia do Autor

Maurício da Silva Fonseca, UFBA

Psicólogo (UFBA). Especialização em Psicoterapia Analítica (IJBA) e em Psicologia da Saúde (Faculdade Serra Geral). Mestre em Estudos Interdisciplinares Sobre a Universidade (UFBA). Psicólogo na Prefeitura Municipal de Salvador.

Referências

DODGE, Jim. Fup. Rio de Janeiro: Amarcord, 2024.

JUNG, C. G. A prática da psicoterapia. Petrópolis: Vozes, 2013.

JUNG, C. G. Dois ensaios sobre psicologia analítica. Petrópolis: Vozes, 1991.

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Publicado

2026-08-19

Como Citar

Fonseca, M. da S. (2026). Transformar cercas em passagens: Fup, de Jim Dodge, e a função da psicoterapia em perspectiva junguiana. Revista LiteralMENTE , 6(1), 107–112. https://doi.org/10.22478/ufpb.2764-4251.2026.n1.78790

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