PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA COMO QUESTÃO CRÍTICA DE GÊNERO: DIVERSIDADE, DIREITOS E INIQUIDADES
Palavras-chave:
Câncer de mama; Gênero e saúde; Iniquidades em saúde; Direitos em saúde Prevenção em saúde; Educação médica.Resumo
Objetivo: Apresentar uma reflexão crítica a partir da experiência de elaboração de um folder educativo por estudantes da disciplina Diversidade Étnica e Cultural na Medicina da Universidade Federal da Paraíba, problematizando a prevenção do câncer de mama como prática social e política. Descrição da experiência: Foi elaborado um folder educativo, no formato tríptico, como tecnologia educacional impressa voltada à promoção da saúde e à prevenção do câncer de mama no contexto das ações do Outubro Rosa. O material foi fundamentado nos princípios da educação em saúde crítica, da comunicação em saúde e da perspectiva de gênero e diversidade, superando abordagens exclusivamente informativas. Organizado em blocos temáticos interdependentes, o folder combinou informações técnico-científicas, linguagem acessível e elementos visuais simbólicos. A mensagem central “Outubro Rosa é todo dia” foi utilizada para afirmar a prevenção como prática contínua e direito em saúde, reforçando seu caráter ético e político ao articular cuidado, equidade e cidadania. Discussão: A análise evidencia que o acesso à informação, ao rastreamento e ao cuidado não se distribui de forma equânime, afetando de maneira desproporcional mulheres negras, populações em situação de vulnerabilidade social e pessoas trans e não binárias designadas mulheres ao nascer. Defende-se que estratégias educativas, quando orientadas por uma perspectiva interseccional, podem atuar como dispositivos de enfrentamento das iniquidades em saúde e como ferramentas formativas para uma medicina comprometida com os direitos humanos, a equidade e a justiça social. Considerações finais:A elaboração do folder educativo sobre câncer de mama como uma questão crítica de gênero, atravessada por desigualdades raciais, sociais e identitárias, constituiu uma experiência formativa relevante, ao integrar educação em saúde, diversidade de gênero e reflexão sobre desigualdades étnico-raciais. A prevenção do câncer de mama, não pode ser tratada exclusivamente como uma ação técnica e biomédica, mas também uma questão crítica de gênero, atravessada por desigualdades raciais, socioeconômicas e por disputas em torno do reconhecimento de identidades e direitos.
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