PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA COMO QUESTÃO CRÍTICA DE GÊNERO: DIVERSIDADE, DIREITOS E INIQUIDADES

Autores

  • Emmanuel Barbosa Sobral Menezes Universidade Federal da Paraíba
  • Flávio Joel de Souza Universidade Federal da Paraíba
  • Isadora Mayza de Andrade Moura Universidade Federal da Paraíba
  • Maria Klara Pontes Ribeiro Felipe Universidade Federal da Paraíba
  • Thalison Ryan Belizio Gomes Universidade Federal da Paraíba

Palavras-chave:

Câncer de mama; Gênero e saúde; Iniquidades em saúde; Direitos em saúde Prevenção em saúde; Educação médica.

Resumo

Objetivo: Apresentar uma reflexão crítica a partir da experiência de elaboração de um folder educativo por estudantes da disciplina Diversidade Étnica e Cultural na Medicina da Universidade Federal da Paraíba, problematizando a prevenção do câncer de mama como prática social e política. Descrição da experiência: Foi elaborado um folder educativo, no formato tríptico, como tecnologia educacional impressa voltada à promoção da saúde e à prevenção do câncer de mama no contexto das ações do Outubro Rosa. O material foi fundamentado nos princípios da educação em saúde crítica, da comunicação em saúde e da perspectiva de gênero e diversidade, superando abordagens exclusivamente informativas. Organizado em blocos temáticos interdependentes, o folder combinou informações técnico-científicas, linguagem acessível e elementos visuais simbólicos. A mensagem central “Outubro Rosa é todo dia” foi utilizada para afirmar a prevenção como prática contínua e direito em saúde, reforçando seu caráter ético e político ao articular cuidado, equidade e cidadania. Discussão: A análise evidencia que o acesso à informação, ao rastreamento e ao cuidado não se distribui de forma equânime, afetando de maneira desproporcional mulheres negras, populações em situação de vulnerabilidade social e pessoas trans e não binárias designadas mulheres ao nascer. Defende-se que estratégias educativas, quando orientadas por uma perspectiva interseccional, podem atuar como dispositivos de enfrentamento das iniquidades em saúde e como ferramentas formativas para uma medicina comprometida com os direitos humanos, a equidade e a justiça social. Considerações finais:A elaboração do folder educativo sobre câncer de mama como uma questão crítica de gênero, atravessada por desigualdades raciais, sociais e identitárias, constituiu uma experiência formativa relevante, ao integrar educação em saúde, diversidade de gênero e reflexão sobre desigualdades étnico-raciais. A prevenção do câncer de mama, não pode ser tratada exclusivamente como uma ação técnica e biomédica, mas também uma questão crítica de gênero, atravessada por desigualdades raciais, socioeconômicas e por disputas em torno do reconhecimento de identidades e direitos.

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Biografia do Autor

Flávio Joel de Souza, Universidade Federal da Paraíba

Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

Isadora Mayza de Andrade Moura, Universidade Federal da Paraíba

Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

Maria Klara Pontes Ribeiro Felipe, Universidade Federal da Paraíba

Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

Thalison Ryan Belizio Gomes, Universidade Federal da Paraíba

Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Referências

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Publicado

01.01.2026 — Atualizado em 01.01.2026

Versões

Como Citar

Barbosa Sobral Menezes, E., de Souza, F. J., de Andrade Moura, I. M., Pontes Ribeiro Felipe, M. K., & Belizio Gomes, T. R. (2026). PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA COMO QUESTÃO CRÍTICA DE GÊNERO: DIVERSIDADE, DIREITOS E INIQUIDADES: . Revista Medicina & Pesquisa, 6(3), 9–17. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/rmp/article/view/77623

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