PRECONCEITO ADOECE: UM OLHAR CRÍTICO SOBRE O IMPACTO DO RACISMO POR MEIO DE UM INFOGRÁFICO

Autores

  • Caroline Santana dos Santos Universidade Federal da Paraíba
  • Dandara Maria Sousa Formiga Nobre Universidade Federal da Paraíba
  • João Rafael do Nascimento Rodrigues Universidade Federal da Paraíba
  • Nicolle Thainá de Melo Costa Universidade Federal da Paraíba
  • Samile Graciely Ramos Leite Universidade Federal da Paraíba

Palavras-chave:

Racismo estrutural; Equidade em saúde; Educação médica; Diversidade étnico-racial; Infográfico pedagógico.

Resumo

Objetivo: Relatar a experiência de elaboração de um infográfico intitulado “Preconceito adoece: um olhar crítico sobre o impacto do racismo na saúde no Brasil”, desenvolvido por estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba, no âmbito da disciplina Diversidade Étnica e Cultural na Medicina. Descrição da experiência: Trata-se de um relato de experiência de natureza descritivo-reflexiva, que apresenta o processo pedagógico de construção do material, incluindo a definição do recorte temático, a pesquisa bibliográfica, a seleção de dados epidemiológicos e a organização visual do conteúdo, fundamentada no conceito de interseccionalidade e em documentos oficiais de saúde. O infográfico abordou, de forma integrada, os impactos do racismo institucional nos campos da saúde materno-infantil, da saúde mental e das vulnerabilidades da população LGBTQIAPN+ negra. Discussão: A experiência evidenciou o potencial do infográfico como recurso pedagógico crítico, capaz de traduzir informações complexas em linguagem acessível, promover sensibilização ética e favorecer a problematização das desigualdades étnico-raciais no processo saúde-doença, deslocando abordagens biologizantes e individualizantes. Considerações finais: Conclui-se que a utilização de recursos visuais críticos na formação médica contribui para o desenvolvimento do pensamento reflexivo, do compromisso social e da prática profissional orientada pelos princípios da equidade e da integralidade, reafirmando a importância de estratégias pedagógicas antirracistas no ensino em saúde.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Caroline Santana dos Santos, Universidade Federal da Paraíba

Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

Dandara Maria Sousa Formiga Nobre, Universidade Federal da Paraíba

Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

João Rafael do Nascimento Rodrigues, Universidade Federal da Paraíba

Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

Nicolle Thainá de Melo Costa, Universidade Federal da Paraíba

Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

Samile Graciely Ramos Leite, Universidade Federal da Paraíba

Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

Referências

1. Barbosa AC, Oliveira SS, Oliveira RG. Vulnerabilidades mediando o encontro do cuidado em saúde: por uma agência interseccional. Cien Saude Colet. 2024;29(7):e04352024. doi:10.1590/1413-81232024297.04352024.

2. Brasil. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico HIV/AIDS 2023. Brasília: Ministério da Saúde; 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/boletins-epidemiologicos. Acesso em: 21 set. 2025.

3. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra: uma política para o SUS. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/politica-nacional-de-saude-integral-da-populacao-negra/.

4. Crenshaw K. Mapping the margins: intersectionality, identity politics, and violence against women of color. Stanford Law Rev. 1991;43(6):1241-1299. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/1229039.

5. Ferreira BO, Mendonça MS, Pelúcio L. Mental health and intersectionality: vulnerabilities among LGBTQIA+ populations in Brazil. Cad Saude Publica. 2023;39(6):e00236421. doi:10.1590/0102-311XPT236421.

6. Grinsztejn B, et al. HIV prevalence among transgender women in two Brazilian cities: results from respondent-driven sampling surveys using a structured diagnostic test. BMC Public Health. 2019;19(1):1019. doi:10.1186/s12889-019-7315-2.

7. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Atlas da Violência 2023. Brasília: IPEA; 2023. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/

8. Lopes F, et al. Iniquidades raciais em saúde no Brasil: avanços e desafios. Cien Saude Colet. 2022;27(6):2069-2082. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/MKqpWqnWsW6Lz7xDkRPhNqF/

9. Marques Junior JS. LGBT+ negras: conhecimento e políticas em revista. Synthesis (Rio J). 2019;9(1):17-27. doi:10.12957/synthesis.2016.42201. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/synthesis/article/view/42201. Acesso em: 21 set. 2025.

10. Brasil. Ministério da Saúde. Morte de mães negras é duas vezes maior que de brancas, aponta pesquisa. Brasília: Ministério da Saúde; 23 nov. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/novembro/morte-de-maes-negras-e-duas-vezes-maior-que-de-brancas-aponta-pesquisa. Acesso em: 21 set. 2025.

11. Miskolci R, et al. Desafios da saúde da população LGBTI+ no Brasil: uma análise do cenário por triangulação de métodos. Cien Saude Colet. 2022;27(10):3799-3812. doi:10.1590/1413-812320222710.06602022. Acesso em: 21 set. 2025.

12. Paula MO. A interseccionalidade enquanto ferramenta analítica aplicada à interpretação da saúde: enfoque sobre as desigualdades em saúde à luz da diversidade e identidade. Saude Soc. 2024;33(4):e230828pt. doi:10.1590/S0104-12902024230828pt.

13. Ceccim RB, Feuerwerker LCM. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis. 2004;14(1):41-65. Disponível em: https://www.cepesc.org.br/wp-content/uploads/2013/08/miolo-livro-ricardo.pdf

14. Freire P. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1987.

15. Berbel NAN. A problematização e a aprendizagem baseada em problemas: diferentes termos ou diferentes caminhos? Interface (Botucatu). 1998;2(2):139-154. Disponível em: https://www.scielo.br/j/icse/a/BBqnRMcdxXyvNSY3YfztH9J/?format=pdf&lang=pt

16. Ayres JRCM. Cuidado: trabalho e interação nas práticas de saúde. Rio de Janeiro: CEPESC/IMS-UERJ; 2004. Disponível em: https://www.cepesc.org.br/wp-content/uploads/2013/08/miolo-livro-ricardo.pdf

17. Werneck J. Racismo institucional e saúde da população negra. Saude Soc. 2016;25(3):535-549. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/bJdS7R46GV7PB3wV54qW7vm/?format=pdf&lang=pt

18. Crenshaw K. Mapping the margins: intersectionality, identity politics, and violence against women of color. Stanford Law Rev. 1991;43(6):1241-1299. Disponível em: https://blogs.law.columbia.edu/critique1313/files/2020/02/1229039.pdf

19. Rocon PC, Wandekoken KD, Barros MEB, Duarte MJO, Sodré F. Acesso à saúde pela população trans no Brasil: nas entrelinhas da revisão integrativa. Trab Educ Saude. 2022;18(1):e00234. doi:10.1590/1981-7746-sol00234. Disponível em: https://www.tes.epsjv.fiocruz.br/index.php/tes/article/view/725. Acesso em: 21 set. 2025.

20. World Health Organization. Closing the gap in a generation: health equity through action on the social determinants of health. Geneva: WHO; 2008. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241563703

21. Brasil. Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Saúde: número de pessoas que possuem algum plano de saúde médico ou odontológico. Brasília; 2023. Disponível em: https://cedra.org.br/conjuntos-de-dados/numero-de-pessoas-que-possuem-de-algum-plano-de-saude-medico-ou-odontologico/ Acesso em: 20 set. 2023.

Publicado

30.12.2025 — Atualizado em 30.12.2025

Versões

Como Citar

Santana dos Santos, C., Sousa Formiga Nobre, D. M., do Nascimento Rodrigues, J. R., de Melo Costa, N. T., & Ramos Leite, S. G. (2025). PRECONCEITO ADOECE: UM OLHAR CRÍTICO SOBRE O IMPACTO DO RACISMO POR MEIO DE UM INFOGRÁFICO. Revista Medicina & Pesquisa, 6(3), 2–8. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/rmp/article/view/77618

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.