SOU DESTE CHÃO! MARCAS DE FERRAR GADO, PRÁTICAS E (IN)SENSIBILIDADES NA EDUCAÇÃO DO HOMEM DO NORDESTE

Palavras-chave: Marcas de Ferrar Gado, Masculinidades, Nordeste Brasileiro.

Resumo

Este artigo analisa a construção da masculinidade nas primeiras décadas do século XX, no Nordeste brasileiro, a partir da prática da ferração do gado e do uso do corpo pelos homens nas fazendas, tendo como fontes as marcas de ferrar gado e o ritual da ferração como textualidades culturais que permitem compreender as representações que homens e mulheres tecem sobre si e sobre o outro. O ritual da ferração constitui um conjunto de ações que permitem aos homens usarem o seu corpo como um texto no qual outros sujeitos podem ler suas expressões de masculinidade e virilidade. Inscritas no corpo, tais práticas precisam ser reforçadas cotidianamente através de outras gramáticas, como a linguagem, a relação com outros homens e mulheres e o respeito aos códigos de honra familiar. A análise envolve as práticas familiares e socioculturais, pois abordar o problema do masculino é considerá-lo como parte das relações tecidas socialmente, incluindo um conjunto de discursos religiosos, políticos, cívicos e regionais, todos como processos pedagógicos e tecnologias educativas de homens e de mulheres.

Biografia do Autor

Iranilson Buriti de Oliveira, Universidade Federal de Campina Grande
Doutor em História, pós-doutor em História das ciências e da saúde, professor Associado IV da UFCG. Pesquisador do CNPq
Publicado
2017-12-20
Como Citar
OLIVEIRA, I. B. DE. SOU DESTE CHÃO! MARCAS DE FERRAR GADO, PRÁTICAS E (IN)SENSIBILIDADES NA EDUCAÇÃO DO HOMEM DO NORDESTE. Sæculum – Revista de História, v. 37, n. 37, p. 97-110, 20 dez. 2017.