MANGUEZAL PARA OS SENTIDOS: UMA EXPOSIÇÃO SENSORIAL COMO PRÁTICA INCLUSIVA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2021v30n2.56096

Palavras-chave:

Educação Ambiental., Educação Inclusiva., Prática Pedagógica.

Resumo

A garantia de igualdade de condições de educação e permanência na escola é um direito de todos(as) e é assegurada por lei. Desta forma, é necessário garantir meios de ensino e aprendizagem que permitam a leitura do mundo a partir do conhecimento científico, de uma forma inclusiva. Este trabalho surgiu com o propósito de aproximar estudantes com deficiência visual a um dos ecossistemas mais ricos do estado de Sergipe: os manguezais. Para tanto, objetivou-se avaliar a experiência da aplicação de uma exposição sensorial no ecossistema de manguezal como uma proposta metodológica inclusiva de ensino e aprendizagem. Inicialmente, a exposição sensorial foi produzida e avaliada. Posteriormente, foram realizadas entrevistas com os sujeitos envolvidos. Durante a exposição, os dados foram coletados a partir da observação sistemática e analisados a partir de discursos. A exposição sensorial revelou a importância da elaboração de recursos didáticos inclusivos que reflitam sobre a realidade dos(as) alunos(as), aproximando-os(as) de uma realidade previamente desconhecida, e apontou de que forma a leitura de mundo dos(as) alunos ganhou significado em meio à estimulação olfativa e tátil.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALMEIDA, Fernanda Cordeiro de. Manguezais Aracajuanos: convivendo com a devastação. Recife: Fundação Joaquim Nabuco: Massangana, 2010.

BRASIL, Conselho Nacional de Saúde, Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996. Disponível em: http://cep.ufs.br/pagina/3770. Acesso em: 05 dez 2017.

BRASIL, Governo Federal. Lei 12.651/2012. De 25 de mai 2012.

BUCK INSTITUTE FOR EDUCATION, Aprendizagem baseada em projetos: guia para professores do ensino fundamental e médio. Artmed, 2008.

CAREGNATO, Rita Catalina Aquino; MUTTI, Regina. Pesquisa qualitativa: análise de discurso versus análise de conteúdo. Texto Contexto, Florianópolis, v. 15, n. 4, p. 679-84, out-dez., 2006.

CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2012. (Coleção Docência em formação).

CELERI, José Márcio et al. A cidade, o mangue e os resíduos sólidos: um estudo de caso do manguezal Vinhais, São Luís/MA. Revista Geografia em Atos, 2019. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/5710/pdf Acesso em: 17 abr 2021

COSTA, Josinara Silva. Preservação e Conservação Ambiental. RelaCult v. 04, nov., 2018.

Disponível em: https://periodicos.claec.org /relacult/article/view/963 Acesso em: 17 abr. 2021

GUIMARÃES, Mauro. Por uma educação ambiental crítica na sociedade atual. Ver. Margens Interdisciplinar, 2016. Disponível em: http://periodicos.ufp.BR/ARTICLES/2767. Acesso em: 10 de abr. 2018.

ICMBIO, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade Atlas dos Manguezais do Brasil. Brasília, 2018. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/manguezais/pdf. Acesso em: 10 de ago. 2018.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Campinas; SP: Editora Papirus, 1994.

LIMA. André Vinícius Oliveira de. Degradação dos manguezais do município de Aracaju em decorrência da urbanização. XVI Encontro Nacional de Geógrafos. Jul. 2010. Porto Alegre-RS. Disponível em: www.agb.org.br/evento/download.php. Acesso em 19 dez. 2017.

MACIEL, Jaqueline Lessa, et al. Metodologias de uma educação ambiental inclusiva.

Revista EGP. 2010.

MACHADO, Vitor Fabrício; SASSERON, Lucia Helena. As perguntas em aulas investigativas de Ciências: a construção teórica de categorias. São Paulo. Rev. Br. de Pesquisa em Educação em Ciências, 2012, Disponível em: http://www.joinville.udesc.br/portal/professores. Acesso em: 10 ago. 2018.

MARANDINO, Martha; SELLES, Sandra Escovedo; FERREIRA, Marcia Serra. Ensino de Biologia: histórias e práticas em diferentes espaços educativos. São Paulo: Cortez, 2011.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 5.ed. São Paulo: Atlas, 2003.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnica de pesquisa. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

OLIVA, Diana Villac. Barreiras e recursos à aprendizagem e à participação de alunos em situação de inclusão. Psicol. USP, 2016

PINTO, Lígia Módolo et al. Sequestro de carbono atmosférico no bosque do manguezal da APA da Serra do Guararú, Guarujá-SP. UNISANTA Bioscience, 2016.

PONTES, Ana Claudia Nunes Pontes; FERNANDES, Edicléa Mascarenhas Fernandes. O uso

de recursos didáticos adaptados na escolarização e inclusão de educandos cegos e de

baixa visão. Colóquio Luso-Brasileiro de Educação, 2018. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/11486. Acesso em: 17 abr de 2021.

POZO, Juan Ignacio; CRESPO, Miguel Ángel Gómez. A aprendizagem e o ensino de ciências: do conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

SANTOS, Marilda Colares J. dos Santos. Os manguezais e sua importância na sustentabilidade urbana. 1. ed. Curitiba: Aprris, 2016.

SOFFIATI, Arthur. Tempo e espaços nos Manguezais. Autobiografia, 2018.

VAIRO, Alexandre Cunha; FILHO, Luiz Augusto Rezende. Concepções de alunos do ensino fundamental sobre ecossistemas de manguezal: o caso de um colégio público do Rio de Janeiro. Ensino, Saúde e Ambiente, 2010.

VAZ, José Murilo Calixto et al. Material didático para ensino de Biologia: possibilidades de inclusão. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, São Paulo, 2012.

VIEIRA, Fabrícia; ALMEIDA, Vanessa Guirra; NASCIMENTO, Paulo Sério de Rezende. Análise da degradação dos manguezais na capital sergipana. Ponta Grossa: Atena Editora, 2019.

WOLLMANN, Ediane Machado, SOARES, Félix Alexandre Antunes; ILHA, Phillip Vilanova. As percepções de Educação Ambiental e Meio ambiente de professoras das séries finais e a influência destas em suas práticas docentes. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 2015.

Downloads

Publicado

2021-05-31

Como Citar

LIMA ALVES, F.; CADUDA DOS SANTOS, S. S. . MANGUEZAL PARA OS SENTIDOS: UMA EXPOSIÇÃO SENSORIAL COMO PRÁTICA INCLUSIVA. Revista Temas em Educação, [S. l.], v. 30, n. 2, p. 58–77, 2021. DOI: 10.22478/ufpb.2359-7003.2021v30n2.56096. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rteo/article/view/56096. Acesso em: 28 set. 2021.

Edição

Seção

RELATOS DE PESQUISA