Maternidade e capitalismo: relações múltiplas e simultâneas de desigualdades
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2025v40n1.72746Palavras-chave:
Gênero, Desigualdade Racial, Teoria CríticaResumo
Este ensaio analisa a interface entre maternidade e capitalismo neoliberal a partir da perspectiva da teoria crítica da sociedade, explorando como esse sistema molda e é moldado pelas práticas e ideologias de maternidade no contexto brasileiro. O trabalho examina as dinâmicas de gênero e raça que atravessam o trabalho de cuidado, frequentemente desvalorizado e não remunerado, evidenciando suas implicações estruturais para a subordinação feminina e racial. Ao destacar o papel histórico e cultural das mães pretas na formação da sociedade brasileira, o texto investiga como suas experiências e lutas carregam um potencial emancipatório que desafia as lógicas opressivas do capitalismo. Argumenta-se que as contradições internas do capitalismo, intensificadas pelo neoliberalismo, não apenas evidenciam a crise do trabalho de cuidado, mas também oferecem oportunidades para imaginar e construir alternativas emancipatórias, por meio de uma reestruturação radical das relações entre produção e reprodução, visando superar as desigualdades de gênero, classe e raça.

