Black is King e a construção de novas narrativas sobre pessoas negras em diáspora
Palavras-chave:
Interseccionalidade, Diáspora africana, Pessoas Negras, Mulheres Negras, Cultura PopResumo
Neste artigo, buscamos compreender como o filme Black is King (2020), da cantora norte-americana Beyoncé, constrói novas narrativas sobre pessoas negras em diáspora e reverbera em outros territórios. Para isso, escolhemos como método a análise fílmica, a partir da abordagem metodológica dos Estudos Culturais, especificamente o protocolo de codificação e decodificação, desenvolvido por Hall, sob uma lente interseccional elaborada por Autora (2022). Como resultados, percebemos que a cantora constrói e realiza uma narrativa de empoderamento negro por meio da obra analisada e explode enquadramentos estereotipados sobre mulheres negras.
Downloads
Referências
BUENO, Winnie de Campos. Processos de resistência e construção de subjetividades no pensamento feminista negro: uma possibilidade de leitura da obra Black Feminist Thought: Knowledge, Consciousness, and the Politics of Empowerment (2009) a partir do conceito de imagens de controle. Porto Alegre, 2019. 167 f. Dissertação (Mestrado em Direito) Programa de Pós-Graduação em Direito, Universidade do Vale do Rio dos Sinos. 2019. Disponível em: http://repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/8966/Winnie%20de%20Campos%20Bueno_.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 28 mai.2025
CARRERA, Fernanda. Roleta interseccional: proposta metodológica para análises em Comunicação. E-Compós. 2021. Disponível em: https://www.e-compos.org.br/ecompos/article/view/2198/2025. Acesso em: 28 mai. 2025
COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. Boitempo editorial, 2019.
CRENSHAW, Kimberlé. A interseccionalidade na discriminação de raça e gênero. VV. AA. Cruzamento: raça e gênero. Brasília: Unifem, p. 7-16, 2004. Disponível em: https://static.tumblr.com/7symefv/V6vmj45f5/kimberle-crenshaw.pdf. Acesso em: 08 abr. 2025
FRAZÃO, Dilva. Moisés. EBiografia. [S.l], 17 de abril de 2020. Disponível em: https://bit.ly/35zyhSy. Acesso em: 05 jul. 2025
HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Tradução de Adelaine La Guardia Resende et all. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
hooks, bell. Ensinando Comunidade: Uma Pedagogia da Esperança. Tradução de Kenia Cardoso. São Paulo: Elefante, 2021
JAGUN, Márcio de. Orí: a cabeça como divindade. Rio de Janeiro: Litteris, 2015.
MOMBELLI, Neli Fabiane; TOMAIM, Cássio Dos Santos. Análise fílmica de documentários: apontamentos metodológicos. Lumina, v. 8, n. 2, 2014. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/lumina/article/view/21098/11467. Acesso em: 28 mai. 2025
NSOFOR, Ifeanyi; NGUMBI, Esther. Opinion: We Are Africans. Here's Our View Of Beyoncé's 'Black Is King'. NPR. 7 ago. 2020. Disponível em: https://www.npr.org/sections/goatsandsoda/2020/08/07/899421948/opinion-we-are-africans-heres-our-view-of-beyonc-s-black-is-king#:~:text=Many%20Africans%20%E2%80%93%20including%20ourselves%20%E2%80%94%20loved,rhythmic%20street%20dance%20from%20Nigeria. Acesso em: 05 jul. 2025
PEFFER, John. The diaspora as object. Laurie Ann Farrell. Looking Both Ways: Art of the Contemporary African Diaspora. New York: Museum for African Art, 2003. Disponível em: http://artafrica.letras.ulisboa.pt/uploads/docs/2016/04/18/5714e87070f5e.pdf. Acesso em: 28 mai.2025
Autora, 2022.
SERPA, Verônica. Mulheres negras são quase 70% no serviço doméstico ou de cuidados no Brasil. Alma Preta Jornalismo. 20 mar. 2025. Disponível em: https://almapreta.com.br/sessao/cotidiano/mulheres-negras-sao-quase-70-no-servico-domestico-ou-de-cuidados-no-brasil/. Acesso em: 28 mai. 2025
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Filme de Beyoncé erra ao glamorizar negritude com estampa de oncinha. Folha de São Paulo. 2 ago. 2020. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/08/filme-de-beyonce-erra-ao-glamorizar-negritude-com-estampa-de-oncinha.shtml. Acesso em: 05 jul. 2025
VIANA, P. M. F.; BELMIRO, D. M. M. Lugares de fala e interseccionalidade: a circulação midiática de “Black is king” na imprensa. Signos do Consumo, São Paulo, v. 11, n. 2, p. 45-57, jul./dez. 2020. Disponível em: https://revistas.usp.br/signosdoconsumo/article/view/174690 . Acesso em: 5 jul. 2025
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Karina Gomes Barbosa, Sandra Roza

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de originais para Revista Culturas Midiáticas implica na transferência, pelos autores (as), dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor (a), com direitos da Revista Culturas Midiáticas sobre a primeira publicação. Em virtude de sermos um periódico de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais, científicas, não comerciais, desde que citada a fonte (por favor, veja a Licença Creative Commons no rodapé desta página).




