CHAPEUZINHO AMARELO, DE CHICO BUARQUE
ENTRE A TRADIÇÃO E A INOVAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2025v27n1.71109Palavras-chave:
Chapeuzinho Amarelo, Chico Buarque, Linguagem Visual, Ilustração, MedoResumo
Neste artigo, são analisadas as duas versões da obra literária Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque, cujas ilustrações da obra são de Berlendis e Ziraldo, respectivamente. Nesta investigação, são considerados o texto verbal e o visual. A análise da obra se apoio teórica e metodologicamente nas ideias de Góes (2005), Dondis (2003), Coelho (1991), Lajolo e Zilberman (2006) e Santaella (2000). Os pressupostos teóricos abrangem a teoria e a crítica literária, aspectos semióticos e elementos da sintaxe da linguagem visual. Com base no exame das obras, percebe-se que a linguagem visual reflete os diferentes contextos e os períodos de publicação das versões de Chapeuzinho Amarelo. Assim, a temática do medo (presente no enredo da obra) assume diferentes configurações e operações em épocas distintas. Como resultado dessa investigação, notou-se que a releitura de um clássico da literatura infantil com um enfoque renovado no medo, combinada com as ilustrações transformadoras de Ziraldo e Berlendis, sugere uma mudança nas expectativas culturais e na forma como as histórias são contadas. Ao romper com as tradições e oferecer uma visão crítica e lúdica sobre os temas abordados, Chapeuzinho Amarelo reflete as demandas de um novo público infantil, mais conectado com as realidades de seu tempo.
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Referências
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