A INJUSTIÇA AMBIENTAL NO PARADIGMA DA QUIMICALIZAÇÃO DA VIDA HUMANA

A VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS A PARTIR DA SILENCIOSA INTOXICAÇÃO MEDICAMENTOSA E ALIMENTAR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1678-2593.2023v22n51.69805

Palavras-chave:

quimicalização da vida;, indústria da doença;, injustiça ambiental;, intoxicação medicamentosa;, intoxicação alimentar;, institucionalização da intoxicação;

Resumo

A sociedade contemporânea vive um momento em que patologias físicas, sociais, políticas, econômicas e ambientais se interseccionam, com inúmeros reflexos na saúde humana e no meio ambiente. Configurou-se a institucionalização de uma intoxicação múltipla, gerando violações ao direito à saúde, à alimentação e ao meio ambiente, com graves impactos quanto à proteção à vida. O presente artigo traz como marco teórico a Sociedade de Risco de Ulrick Beck, postulando que o atual modelo de desenvolvimento desenhou uma modernidade produtora de substâncias químicas contaminantes, de riscos para a saúde e para o meio ambiente, convergindo no paradigma da quimicalização da vida humana. Essas substâncias chegam à população através dos agrotóxicos, dos medicamentos utilizados de forma indiscriminada, e, até mesmo, mascaradas em uma alimentação cada vez mais industrializada, contendo inúmeros componentes químicos. O texto objetiva discutir a injustiça ambiental causada pela violação dos direitos humanos através da intoxicação medicamentosa e alimentar da atualidade. O problema dessa pesquisa pretende responder se o processo de quimicalização da vida humana viola os direitos à saúde humana, ambiental e ao meio ambiente equilibrado. A metodologia utilizada nesse trabalho foi a dedutiva a partir de pesquisa bibliográfica.

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Biografia do Autor

Ana Cláudia Cardoso Lopes, Escola Superior Dom Helder Câmara

Doutoranda pelo curso de Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável da Escola Superior Dom Hélder Câmara. Possui Graduação em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais- PUC/MG (2004), Especialização em Educação pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais- CEFET/MG (2011); Mestrado em Educação Tecnológica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG) (2014); professora da Secretaria de Educação de Minas Gerais (SEEMG).

João Batista Moreira Pinto, Escola Superior Dom Helder Câmara

Doutor e Pós-Doutor em Direito Público pela Université de Paris X, Nanterre. Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre em Filosofia pela Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales. Graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Membro fundador do Instituto DH e professor da Escola Superior Dom Helder Câmara.

Maraluce Maria Custódio, Escola Superior Dom Helder Câmara

Doutora em Geografia na Universidade Federal de Minas Gerais em programa de co-tutela com a Université dAvignon .Mestre em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável. Mestre em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Master en Derecho Ambiental pela Universidad International de Andalucia .Graduada em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora da Escola Superior Dom Helder Câmara.

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Publicado

2025-02-05 — Atualizado em 2025-07-18

Como Citar

CARDOSO LOPES, Ana Cláudia; MOREIRA PINTO, João Batista; CUSTÓDIO, Maraluce Maria. A INJUSTIÇA AMBIENTAL NO PARADIGMA DA QUIMICALIZAÇÃO DA VIDA HUMANA: A VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS A PARTIR DA SILENCIOSA INTOXICAÇÃO MEDICAMENTOSA E ALIMENTAR. Prim Facie, [S. l.], v. 22, n. 51, 2025. DOI: 10.22478/ufpb.1678-2593.2023v22n51.69805. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/primafacie/article/view/69805. Acesso em: 12 jan. 2026.