Os Impactos das eólicas em comunidades do semiárido: o que dizem as notícias?

Autores

  • Jizlayne Vitória Bezerra Estevam da Fonseca Universidade Federal do Rio Grande do Norte https://orcid.org/0009-0004-7461-3827
  • Fernanda Fernandes Gurgel Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1678-2593.2025v24n57.77298

Palavras-chave:

Energias Renováveis, Ruralidades, Reportagens, Psicossioambiental

Resumo

Em meio a crise climática oriunda do modo como nos relacionamos com a natureza e seus bens, o paradigma desenvolvimentista tem impulsionado a criação de alternativas para manter o funcionamento do sistema neo-extrativista vigente. A energia eólica ocupa lugar de destaque em muitos países. Entretanto, sua implementação está produzindo impactos que afetam populações rurais. Por meio do buscador avançado do Google, selecionamos reportagens publicadas em jornais onlines com o objetivo de compreender como as comunidades semiáridas nordestinas narram e enfrentam as implicações da implantação das torres eólicas em seus territórios. A fim de categorizar os principais temas emergentes relacionados aos impactos nos modos de vida das comunidades rurais, utilizou-se a Análise de Conteúdo de Bardin. A partir da análise das 29 notícias coletadas, foi possível estruturar quatro categorias: Invisibilização de saberes e modos de vida locais; Espoliação territorial e violações do direito à terra; Impactos psicossociais e adoecimentos cotidianos; e Resistência e reexistência nos territórios. A análise das notícias evidencia impactos psicossocioambientais desde o cercamento de terras, passando por invisibilização de saberes até alterações de vínculos comunitários e surgimento de doenças. Destacamos a importância da inclusão e protagonismo das comunidades campesinas, mesmo que a transição energética esteja sendo conduzida por lógicas corporativas que impactam territórios. 

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Biografia do Autor

Jizlayne Vitória Bezerra Estevam da Fonseca, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Técnica Ambiental pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e egressa do grupo de pesquisa Coletivo Terres (Terra, Educação e Saberes). Estudante da graduação de Psicologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), bolsista da Extensão Universitária PET Informação e Saúde Digital, membro do Núcleo de Estudos Ambientais e Interações com as Ruralidades (NAIR) e pesquisadora associada do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudo Fome, Saúde e Sociedade (NIPEFOS). Tem interesse de pesquisa nas áreas de Psicologia Ambiental, Psicologia Comunitária no contexto das ruralidades sertânicas, Ciências Ambientais e Mudanças do Clima.

Fernanda Fernandes Gurgel, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1999), com Doutorado em Psicologia Social pela UFRN / UFPB, e estágio doutoral na Universidade Complutense de Madri (Espanha). Professora Adjunta da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí (FACISA/UFRN), pesquisadora associada do grupo de pesquisa Inter-Ação Pessoa-Ambiente (GEPA/UFRN), e do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudo Fome, Saúde e Sociedade (NIPEFOS). Coordenadora do Núcleo de Estudos Ambientais e Interação com as Ruralidades (NAIR). Participante, desde 2006, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP), vinculada ao Grupo de Trabalho em Psicologia Ambiental. Sócia fundadora da Associação Brasileira de Psicologia Ambiental e Relações Pessoa-Ambiente (ABRAPA). Integrante, desde 2021, do Grupo de Trabalho sobre Psicologia Ambiental do Conselho Federal de Psicologia. Tem interesse de pesquisa nas áreas de Psicologia Social Comunitária, Relações Pessoa-Ambiente e Ruralidades Sertânicas.

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Publicado

2025-12-15