DO DINHEIRO COMO MÁQUINA ABSTRATA A PARTIR DE DELEUZE & GUATTARI:
POR UM DIAGRAMA DO FENÔMENO MONETÁRIO
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i1.76156Palavras-chave:
dinheiro, máquina abstrata, teoria monetária, diagrama, fluxo mutante de financiamentoResumo
A teoria monetária é um campo interdisciplinar com diversas abordagens sobre a fundação do dinheiro. Este artigo articula essas perspectivas, propondo o dinheiro como uma máquina abstrata e um diagrama, a partir dos conceitos de Deleuze & Guattari. Argumenta-se que o dinheiro preside a produção da realidade sócio-histórica, desejante e econômica contemporânea, funcionando como uma instituição social que institui relações. Explicamos a máquina abstrata, seus componentes (forma de expressão/conteúdo, substância de expressão/conteúdo), e como o dinheiro, enquanto tal, transforma um fluxo abstrato e desterritorializante de financiamento nos segmentos sociais de comunidade, mercado, Estado e nação. Para isso, adaptamos o esquema de Keith Hart, transformando-o no arcabouço deleuzo-guattariano. Destacamos a natureza não representacional e operativa do dinheiro, cuja função é produzir, atribuir e distribuir valor. A análise incorpora a dualidade do dinheiro (fluxo de meio de pagamento vs. fluxo mutante de financiamento), mostrando como a máquina abstrata organiza a matéria informe em formas (unidade de conta estatal, meio de troca mercadológico) e substâncias (riqueza da nação, confiança intersubjetiva). Essa abordagem integra as múltiplas facetas do dinheiro, enfatizando seu papel produtivo e aprofundando a teoria deleuzo-guattariana do capitalismo.
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