ENSINO DE FILOSOFIA E CRIAÇÕES CURRICULARES NA ESCOLA

Andréa Scopel Piol, Jair Miranda de Paiva

Resumo


Este trabalho objetiva discutir a problemática do ensino de Filosofia e seus agenciamentos curriculares, na perspectiva da experiência de pensamento, em interface com as criações curriculares cotidianas. Apontamos a tensão existente entre, de um lado, a proposta salutar de uma metodologia do ensino de filosofia, dos requisitos imprescindíveis a um professor de filosofia no ensino médio e, de outro lado, o reconhecimento de que, nas escolas públicas brasileiras, professores e professoras de filosofia e de outras habilitações engendram outras práticas curriculares, considerando que, nos cotidianos escolares, no fazer-se professor pelo ensino, são produzidos currículos e invenções. Apontamos para possibilidades insuspeitas aos professores e professoras de filosofia efetivarem experiências de pensamento com seus alunos, experiências livres, transgressoras, potentes e criadoras.

Texto completo:

PDF

Referências


ALVES, Dalton José. A filosofia no ensino médio: ambiguidades e contradições da LDB. Campinas, SP: Autores associados, 2002. p. 153.

ALVES, Nilda. Decifrando o pergaminho: o cotidiano das escolas nas lógicas das redes cotidianas. In: OLIVEIRA, Inês Barbosa de; ALVES, Nilda (Org.). Pesquisa no/do cotidiano das escolas: sobre redes de saberes. Rio de Janeiro: DP&A, 2001. p. 15-38.

BRASIL. Orientações curriculares para o ensino médio: Ciências Humanas e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEB, 2006. p. 136. v. 3.

____. Lei nº 13.415/2017. Altera as Leis nos 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13415.htm Acesso em 10.Mar 2018.

CARVALHO, Janete Magalhães. O cotidiano escolar como comunidade de afetos. Petrópolis: DP et Alii, 2009. p. 215.

CARVALHO, Janete Magalhães. Potência do “olhar” e da “voz” não dogmáticos dos professores na produção dos territórios curriculares no cotidiano escolar do ensino fundamental. In: CARVALHO, Janete Magalhães (Org.). Infância em territórios curriculares. Petrópolis, Rio de Janeiro: DP et Alii, 2012. p. 15-48.

CERLETTI, Alejandro. O ensino de filosofia como problema filosófico. Tradução de Ingrid Müller Xavier. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. p. 101.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Tradução de Ephraim Ferreira Alves. 22. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1994. p. 316.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992. p. 279.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Tradução Aurélio Guerra Neto, Ana Lúcia de Oliveira, Lúcia Claudia Leão e Suely Rolnik. São Paulo: Editora 34, 1995. p. 128. v.1.

FERRAÇO, Carlos Eduardo. Currículos e conhecimentos em redes: as artes de dizer e escrever sobre a arte de fazer. In: ALVES, Nilda; GARCIA, Regina leite (Orgs.). O sentido da escola. Rio de Janeiro: DP&A, 2004. p. 150.

FERRAÇO, Carlos Eduardo. Currículos, cotidianos e culturas em narrativas e imagens. Espaço do currículo, v. 4, n. 2, set./mar. 2011/2012. p. 138-148.

FERRAÇO, Carlos Eduardo; CARVALHO, Janete Magalhães. Currículo, cotidiano e conversações. Revista e-curriculum, São Paulo, v. 8, n. 2, ago. 2012. p. 1-17. Disponível em: . Acesso em: 14 abr. 2018.

GALLO, Sílvio. A filosofia e seu ensino: conceito e transversalidade. Ethica, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, 2006. p. 17-35.

GALLO, Sílvio. Filosofia no Ensino Médio: as sinuosidades legais (Prefácio) In: ALVES, Dalton José. J. A filosofia no ensino médio: ambiguidades e contradições da LDB. Campinas, SP: Autores associados, 2002. p. 153.

GALLO, Sílvio. Filosofia da educação no Brasil do século XX: da crítica ao conceito. Eccos, São Paulo, v.9, n.2, jul./dez. 2007. p. 261-284.

GALLO, Sílvio. Metodologia do ensino de filosofia: uma didática para o ensino médio. Campinas, SP: Papirus, 2012. p. 170.

GALLO, Sílvio. Deleuze & a Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. p. 104.

GALLO, Sílvio; KOHAN, Walter Omar. Crítica de alguns lugares comuns ao se pensar a Filosofia no ensino médio. In: KOHAN, Walter Omar; GALLO, Sílvio (Orgs.). Filosofia no Ensino Médio. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. p. 174-196.

KOHAN, Walter Omar. Filosofia: o paradoxo de aprender e ensinar. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. p. 95.

KOHAN, Walter Omar; MASSCHELEIN, Jan. O pedagogo e/ou o filósofo? Um exercício de pensar juntos. Tradução de Cristina Antunes. In: MASSCHELEIN, Jan; SIMONS, Maarten. A pedagogia, a democracia, a escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2014. p. 237.

LARROSA, Jorge Bondía. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, jan./abr. 2002. p. 20-28.

MERLEAU-PONTY, Maurice. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães Editores, 1986. p. 88.

OBIOLS, Guillermo. Uma Introdução ao Ensino da Filosofia. Ijuí, RS: Unijuí, 2002. p. 152.

OLIVEIRA, Inês Barbosa de. Contribuições de Boaventura de Sousa Santos para a reflexão curricular: princípios emancipatórios e currículos pensadospraticados. Revista e-curriculum, São Paulo, v. 8, n. 2, ago. 2012. p. 1-22. Disponível em: . Acesso em: 11 abr. 2018.

OLIVEIRA, Inês Barbosa de. Currículo e processos de aprendizagemensino: políticaspráticas Educacionais Cotidianas. Currículo sem Fronteiras, v. 13, n. 3, set./dez. 2013. p. 375-391. Disponível em: < http://www.curriculosemfronteiras.org/vol13iss3articles/oliveira.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2018.

RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2013. p. 191.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2009. p. 415.




DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.1983-1579.2019v12n2.39191

Direitos autorais 2019 Revista Espaço do Currículo

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.





Este periódico está indexado nas bases:



Licença Creative Commons
A Revista Espaço do Currículo, está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.