Subordinação e conquistas na intelectualidade pernambucana
a relação de Mauro Mota e Gilberto Freyre
Palavras-chave:
Intelectualidade; Gilberto Freyre; Mauro Mota.Resumo
Apesar das aparências amistosas, um campo intelectual é construído por disputas de poder e de batalhas simbólicas. No nosso caso, neste artigo, analisamos as relações construídas entre dois intelectuais que tiveram grande projeção nas ciência humanas e sociais em Pernambuco no século 20: o jornalista Mauro Mota com o sociólogo Gilberto Freyre. Por meio de cartas, artigos de jornais e livros publicados entre os anos 1950 e 1970, analisamos como Freyre exerceu sua influência por meio de ameaças, coerção e muitos pedidos para amplificar ainda mais seu nome na mídia e nas discussões em torno de supostos movimentos literários, como foi o caso do Regionalismo. Neste trabalho, analisamos essa relação por meio da imprensa, de cartas e bilhetes, cujo cenário principal foi o jornal Diario de Pernambuco, mas também pela administração de instituições científicas, como foi o caso do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (IJNPS), instituições ligadas a Mauro e que, nesse contexto, tiveram de aceitar os mandos e desmandos do autor de Casa Grande & Senzala. Para tanto, utilizamos como aporte teórico discussões sobre identidade balizadas por teóricos como Judith Butler e Vladimir Safatle na construção do intelectual sujeitado em Mauro Mota.
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