Miolar é afeto
A comunicação antirracista do terreiro das pretas no Cariri cearense
Palavras-chave:
Comunicação antirracista, Terreiro das Pretas, Cariri cearense, Ancestralidade, MiolagemResumo
Este trabalho tem como foco o estudo da atuação comunicacional do Terreiro das Pretas, um aquilombamento autônomo da família Neves Carvalho, localizado em Crato na região do Cariri, no Ceará. O Terreiro desenvolve práticas voltadas à valorização da identidade negra e à construção de uma comunicação antirracista no território. A pesquisa tem o objetivo de compreender de que formas o Terreiro das Pretas intervém no contexto regional por meio de ações comunicativas que enfrentam o racismo estrutural e promovem novas formas de narrar, existir e resistir do povo negro. O percurso metodológico se baseia em revisão bibliográfica, entrevistas e observação participativa, e evidencia como o Terreiro atua como um quilombo contemporâneo, promovendo uma comunicação que se ancora na ancestralidade e na escuta coletiva. Dentre as ações comunicativas, destacam-se a miolagem e iniciativas como o Cinemáfrica e o Projeto Oliveira’s, ambos articulados como coletivos do Grupo de Valorização Negra do Cariri (GRUNEC). Essas ações demonstram como o Terreiro produz narrativas protagonizadas por sujeitos negros, fortalecendo vínculos comunitários e produzindo pedagogias vivas de resistência.
Downloads
Referências
BENTO, C. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia Das Letras, 2022.
CARVALHO, V. N. N. Representante do Grupo de Valorização Negra do Cariri (GRUNEC). Entrevista concedida presencialmente em 5 fev. 2025.
CUNHA, L. M; SILVEIRA, I. M. M. (orgs.). Expressões da questão social no Ceará [livro eletrônico]. Fortaleza, CE: Editora da UECE, 2021.
DIAS, C.; DIAS, O. Entrevista concedida online via Google Meet em 13 abr. 2025.
EVARISTO, C. Becos da memória. 1. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.
GUENA, M.; SANTOS, C.; SILVA, A. R. Comunicação e relações étnico-raciais: mapeamento de estudos sobre racismo, mulher negra e religiosidade na Intercom de 1998 a 2022. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 46., 2023, Belo Horizonte. Anais... São Paulo:Intercom, 2023.
NASCIMENTO, A. O quilombismo. 1. ed. São Paulo: Editora João Scortecci, 1980.
NASCIMENTO, B. O negro visto por ele mesmo. 1. ed. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
SANTOS, A. B. Colonização, Quilombos: modos e significados. Brasília: INCTI/UnB, 2015
SODRÉ, M. As estratégias sensíveis: afeto, mídia e política. 1. ed. São Paulo: Editora Ática, 2006.
SODRÉ, M. O terreiro e a cidade: a forma social negro-brasileira. Bahia: Prosa e Poesia, Secretaria da Cultura e Turismo/Imago, 2002.
NUNES, C.; PAZ, D. 190 anos de imprensa negra: história, luta e legado. Alma Preta, 14 set. 2023. Disponível em:https://almapreta.com.br/sessao/cotidiano/190-anos-imprensa-negra-historia-luta-legado/. Acesso em: 8 maio 2025.
RIBEIRO, D. Quem tem medo do feminismo negro? São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
ROCHA, B.; SANTANA, C.. Por uma semiótica antirracista. In:CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 43., 2020,virtual. Anais... São Paulo: Intercom, 2020.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Marcela Kaylany Gomes da Silva, Elane Abreu de Oliveira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de originais para Revista Culturas Midiáticas implica na transferência, pelos autores (as), dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor (a), com direitos da Revista Culturas Midiáticas sobre a primeira publicação. Em virtude de sermos um periódico de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais, científicas, não comerciais, desde que citada a fonte (por favor, veja a Licença Creative Commons no rodapé desta página).




