INCITANDO VOZES DO SILÊNCIO EM PAULINA CHIZIANE

RELAÇÕES ENTRE GÊNERO E MEMÓRIA EM “AS CICATRIZES DO AMOR”

Autores

  • Márcia Manir Miguel Feitosa Universidade Federal do Maranhão
  • Cláudia Letícia Gonçalves Moraes Universidade Federal do Maranhão
  • Gabriel Vidinha Corrêa Instituto Federal Baiano / Universidade do Estado da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n2.70978

Palavras-chave:

“As cicatrizes do amor”, memória, gênero, Paulina Chiziane

Resumo

Primeira mulher africana a ganhar o Prêmio Camões de Literatura (2021), a moçambicana Paulina Chiziane destaca-se por incorporar em sua literatura uma perspectiva assentada na oralidade advinda da sua raiz cultural bantu, o que a faz uma verdadeira contadora de histórias, como ela mesma se considera. Com uma linguagem rica e poética, suas obras abordam temáticas socioculturais que afetam a vida das mulheres e minorias em Moçambique, problematizando desigualdades e injustiças sociais. Nesse contexto, encontra-se o conto “As cicatrizes do amor” – presente na coletânea de literatura e direitos humanos Griots (2020), foco deste trabalho, que narra a história de Maria, uma mulher moçambicana proprietária de um bar que, ao ser confrontada por uma notícia de jornal sobre uma mãe que abandona os filhos, resgata momentos traumáticos de sua própria história de vida, em que se viu em uma situação semelhante e sem qualquer tipo de apoio. Nosso objetivo, portanto, é analisar a experiência da personagem Maria, destacando problematizações relacionadas às questões de gênero e memória. Para isso, utilizaremos como escopo teórico os trabalhos de Oyèrónké Oyěwùmí (2004), Ifi Amadiume (2006), Hampaté Bâ (2010) e Maurice Halbwachs (1990), além da fortuna crítica da obra de Chiziane. 

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Biografia do Autor

Márcia Manir Miguel Feitosa, Universidade Federal do Maranhão

Professora titular do Departamento de Letras da Universidade Federal do Maranhão. Doutora em Letras (Literatura Portuguesa) pela Universidade de São Paulo. Pós-doutora em Estudos Comparatistas pela Universidade de Lisboa. Bolsista de Produtividade do CNPq – nível 1d. Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PGCult/UFMA) e do Programa de Pós-Graduação em Letras (PGLetras/UFMA). Líder do Grupo de Estudos de Paisagem em Literatura (Geplit/UFMA).

Cláudia Letícia Gonçalves Moraes, Universidade Federal do Maranhão

Professora Adjunta da Universidade Federal do Maranhão, Campus São Bernardo. Doutora em Literatura pela Universidade de Brasília. Mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal do Maranhão. Professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PGCult/UFMA). Líder do Grupo de Pesquisa em Literatura e outras artes: identidade, alteridade, decolonialidade (UFMA). Integrante dos Grupos de Pesquisa Historiografia, cânone e ensino (UnB) e do Grupo de Estudos de Paisagem em Literatura (Geplit/UFMA).

Gabriel Vidinha Corrêa, Instituto Federal Baiano / Universidade do Estado da Bahia

Professor do Instituto Federal Baiano, Campus Valença. Doutorando em Crítica Cultural, na área de Literatura, Produção Cultural e Modos de Vida, pela Universidade do Estado da Bahia. Mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal do Maranhão. Integrante do Grupo de Estudos de Paisagem em Literatura (Geplit/UFMA) e Grupo de Estudos em Lingua(gem) e Crítica Cultural.  

Referências

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Publicado

19.04.2025 — Atualizado em 30.05.2025

Versões

Como Citar

MIGUEL FEITOSA, Márcia Manir; GONÇALVES MORAES, Cláudia Letícia; VIDINHA CORRÊA, Gabriel. INCITANDO VOZES DO SILÊNCIO EM PAULINA CHIZIANE: RELAÇÕES ENTRE GÊNERO E MEMÓRIA EM “AS CICATRIZES DO AMOR”. Revista Graphos, [S. l.], v. 26, n. 2, p. 64–77, 2025. DOI: 10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n2.70978. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/graphos/article/view/70978. Acesso em: 11 jun. 2026.

Edição

Seção

O CORPO FEMININO NA LITERATURA AFRICANA DE AUTORIA FEMININA

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