Corpos femininos em Mata doce e A casa de 365 janelas

Autores

  • Aldinida Medeiros UEPB

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n2.72280

Palavras-chave:

Mulheres, Literatura Afrobrasileira, Luciana Aparecida, Deolinda Saraiva, Corpos e resistências

Resumo

Os Estudos Culturais, as discussões sobre questões de gênero e a Crítica Feminista mudaram consideravelmente abordagens teóricas sobre as narrativas de ficção. A violência de gênero, que tem ressurgido, retomando conceitos machistas advindos do patriarcado, continua a gerar consequências físicas e psicológicas e mortes, principalmente a negros, pobres, indígenas e de outros grupos considerados minoritários. Com base nisso, voltamos nosso olhar para romancistas que, em sua escrita, redefinem o papel autoral, explorando temáticas que fazem repensar momentos históricos, espaços e memórias, aspetos os quais  levam a novas dimensões e alargamento do cânone literário. O objetivo é analisar os romances Mata Doce (2023), de Luciany Aparecida, e A casa de 365 janelas (2020), de Deolinda Saraiva. Justificamos a escolha destes por trazerem personagens que representam resistências a sistemas opressores. Ao trabalharmos com estas narrativas de ficção e sua importância para a Literatura Afrobrasileira, trazemos a lume vozes que, durante séculos, foram silenciadas em corpos que sofreram diversas formas de opressão e preconceitos. Assim, por meio da arte literária, discutimos práticas e condicionamentos que perpetuaram violências a diversas comunidades subalternizadas. São narrativas a partir das quais se pode refletir sobre um longo período de escravização-escravidão do povo negro, em que se negou vez e voz a esse povo. Logo, observar os corpos femininos e a resistência destes leva-nos a trazer para a cena esta escrita contemporânea em que se permitem vez e voz aos sujeitos.

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Referências

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Publicado

19.04.2025 — Atualizado em 30.05.2025

Versões

Como Citar

MEDEIROS, Aldinida. Corpos femininos em Mata doce e A casa de 365 janelas. Revista Graphos, [S. l.], v. 26, n. 2, p. 11–22, 2025. DOI: 10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n2.72280. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/graphos/article/view/72280. Acesso em: 2 jun. 2026.

Edição

Seção

O CORPO FEMININO NA LITERATURA AFRICANA DE AUTORIA FEMININA

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