v. 26 n. 3 (2024): Literatura Infantil e Juvenil: o ir e vir na construção dos sentidos.

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Desde sua origem, a literatura para crianças e jovens é atrelada às imagens. As primeiras narrativas destinadas ao público infantil foram recolhidas da tradição oral, adaptadas para o novo público e ilustradas. Apesar de apresentar uma função decorativa, não sendo fundamental para a compreensão da história, a ilustração era concebida como importante para chamar a atenção dos leitores em formação. Entre essas primeiras histórias, encontram-se, no século XVII, as fábulas de La Fontaine e os contos de Charles Perrault. De lá para cá, a ilustração vem ocupando cada vez mais espaço nas páginas dos livros infantis, sendo influenciada pelas demais artes visuais, como a pintura, a fotografia e o cinema. Como destaca Graça Ramos, em A imagem nos livros infantis: caminhos para ler o texto visual (2013, p. 51), “são muitos os teóricos que, ao analisarem a história dos livros infantis, destacam sua inventividade por tornar tão próxima a relação entre as palavras e as imagens.” Hoje em dia, com os avanços das tecnologias digitais, as obras infantis têm cada vez mais se constituído em objetos multimodais, em que a palavra escrita e a imagem relacionam-se a diversas semioses ou linguagens, como som, fala e imagem em movimento. Este dossiê tem por objetivo discutir a relação entre texto escrito e texto visual na literatura infantil e juvenil, impressa e/ou digital, bem como as potencialidades paratextuais, considerando suas características multissemióticas, e as intervenções editoriais que determinam a materialidade do livro e delineiam a sua presença no mundo. 

Organizadores:

Dra. Renata Junqueira de Souza (UFPB/colaboradora)

Dra. Teresa Mendes (Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Portalegre, Portugal)

Dra. Márcia Tavares (UFCG/PB)

Publicado: 27.05.2025

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