O OBJETO ESTÉTICO E O PRAZER ESTÉTICO SEGUNDO JEAN-PAUL SARTRE
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v16i4.73042Palavras-chave:
Filosofia, Literatura, arteResumo
Embora Sartre não tenha desenvolvido uma teoria específica sobre o belo, o objetivo deste artigo é esclarecer o que ele compreendia por estética, destacando a distinção que o filósofo faz entre os diferentes tipos de arte, como significante e não-significante. Para Sartre, a literatura exerce uma função distinta em relação às demais formas artísticas, demandando uma liberdade orientada. O filósofo enfatiza também a diferença existente entre a beleza natural e a beleza estética pois, são caminhos diversos que permitem o prazer estético. A diferença de abordagem em relação à teoria kantiana é crucial para entender a importância e a necessidade do imaginário no prazer estético, além de revelar as razões pelas quais a beleza pura só pode ser encontrada na arte não-significante. Para isso, será exposto o conceito de objeto estético, com o intuito de elucidar os fundamentos que levam Sartre a afirmar que o imaginário é essencial para a conquista da beleza, a qual só se torna acessível por meio do irreal.
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