QUANDO O CINEMA PENSA:
A POTÊNCIA FILOSÓFICA DAS IMAGENS NO ENSINO E NA REFLEXÃO FILOSÓFICA SEGUNDO JULIO CABRERA
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i2.78727Palavras-chave:
Filosofia, Cinema, Ensino de FilosofiaResumo
O presente artigo trata-se de uma pesquisa bibliográfica que analisa a proposta de Julio Cabrera acerca do cinema como forma de pensamento, discutindo suas implicações filosóficas, éticas e pedagógicas. A partir da obra: O cinema pensa, busca-se compreender de que modo o cinema pode ser reconhecido como uma linguagem capaz de produzir e expressar pensamento filosófico. O estudo evidencia que o cinema não se limita a ilustrar conceitos já formulados pela filosofia tradicional, mas constitui um modo autônomo de elaboração conceitual, no qual as imagens e sons operam como mediadores de ideias, afetos e reflexões sobre a condição humana. Essa perspectiva rompe com a exclusividade da escrita como meio de expressão filosófica e propõe uma ampliação da filosofia em direção à totalidade da cultura, articulando razão e sensibilidade, conceito e experiência estética. No campo educacional, o cinema é compreendido como instrumento formativo que pode favorecer a reflexão crítica e a autonomia intelectual das/os estudantes, aproximando o pensar filosófico da vida cotidiana. Assim, a proposta cabreriana amplia os horizontes da filosofia contemporânea e revela o cinema como uma potente linguagem de pensamento, capaz de unir arte e reflexão, e a partir dessa perspectiva pode-se promover novas formas de ensinar, aprender e experienciar o ato de filosofar.
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