REFLEXÕES SOBRE AS SUBJETIVIDADES DE MULHERES NEGRAS EM ANGELA DAVIS E LÉLIA GONZALEZ

Autores

  • Mônica Jaciene do Nascimento Macedo UFCG
  • Flávio de Carvalho

DOI:

https://doi.org/10.7443/problemata.v17i2.79731

Palavras-chave:

Subjetivação, Interseccionalidade, feminismo negro, amefricanidade

Resumo

O artigo propõe uma reflexão sobre o lugar social da mulher negra a partir do diálogo com as filosofias de Angela Davis e Lélia Gonzalez. A análise adota como ponto de referência a construção da subjetividade da mulher negra, parte da compreensão de que raça, classe e gênero operam de forma imbricada na produção histórica das desigualdades e são fundamentais para interpretar as experiências das mulheres negras. Com base em Davis, o texto examina a herança da escravidão e seus desdobramentos na constituição da mulher negra como sujeito marcado por múltiplas violências, entre elas a exploração do trabalho e a violência sexual. Destaca-se a crítica à exclusão das mulheres negras do feminismo hegemônico, bem como a necessidade de uma abordagem interseccional para compreender suas condições históricas. A partir de González, o texto enfatiza a noção de amefricanidade e o papel da memória ancestral na construção de identidades e resistências, além de apresentar uma crítica ao eurocentrismo e ao epistemicídio das culturas afro-brasileiras. Por fim, o texto propõe um direcionamento dessas ideias para o ambito pedagogico baseada nos referenciais do feminismo negro, com o objetivo de promover o reconhecimento, a valorização das identidades e a formação crítica dos estudantes. Defende-se que a inclusão dessas perspectivas contribui para o combate ao racismo estrutural e para a construção de uma educação mais inclusiva, dialógica e emancipatória.

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Biografia do Autor

Mônica Jaciene do Nascimento Macedo, UFCG

Mestranda em Filosofia (PROF-FILO/UFCG). Atualmente é professora de história da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva.

Flávio de Carvalho

Doutor em Filosofia. Professor do Curso de Filosofia da Universidade Federal de Campina Grande e do PPG PROF-FILO. Campina Grande – PB – Brasil.

Referências

CARNEIRO. Sueli. Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro, Zahar, 2023.

DAVIS, Angela. A liberdade é uma luta constante. São Paulo: Boitempo: 2018.

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização de Flávia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

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Publicado

31-08-2026

Como Citar

Macedo, M. J. do N., & Carvalho, F. de. (2026). REFLEXÕES SOBRE AS SUBJETIVIDADES DE MULHERES NEGRAS EM ANGELA DAVIS E LÉLIA GONZALEZ. Problemata - Revista Internacional De Filosofia, 17(2), 59–68. https://doi.org/10.7443/problemata.v17i2.79731

Edição

Seção

DECOLONIALIDADE, QUESTÕES DE GÊNERO E TERRITORIALIDADE

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