Por uma ciranda afrocentrada:
campos de silêncio nos livros didáticos da Educação Infantil
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.74760Palavras-chave:
Educação Infantil, Livro Didático, AfrocentricidadeResumo
Este artigo investiga a ausência de representações positivas da população negra e de saberes afro-brasileiros presentes nos livros didáticos utilizados na Educação Infantil no município de Ibirité. A cartografia foi adotada como metodologia por sua capacidade de acompanhar afetos, deslocamentos e vivências do cotidiano escolar. Durante o percurso, emergiu a figura da cartógrafa-infancilista, uma pesquisadora que se constitui na escuta e no afeto, comprometida com a potência das infâncias e com a invenção de outros currículos possíveis: mais plurais, sensíveis e comprometidos com a diversidade. A partir dessa escuta atenta, foi possível identificar como os livros didáticos colaboram para a construção de subjetividades infantis marcadas pelo apagamento e pela normatividade branca, reforçando estruturas de dominação e docilização dos corpos. Neste contexto, a Afrocentricidade é compreendida como uma proposta ética e epistemológica importante para a construção de currículos que reconheçam, valorizem e celebrem as culturas negras desde a infância.
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