A LUTA E A LUTA DA MULHER AFRICANA
CORPO E VOZ NA POÉTICA ANGOLANA
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n2.70270Palavras-chave:
Literaturas africanas, pós-colonialismo, feminismo africano, empoderamento feminino, colonialidade do saberResumo
O artigo propõe, a partir da leitura de fragmentos do diário íntimo da guerrilheira e escritora angolana Deolinda Rodrigues, além da poesia dessa autora (publicada postumamente) e de mais duas poetas angolanas, Paula Tavares e Isabel Ferreira, uma reflexão sobre a luta da mulher angolana – representante de outras mulheres nos diversos espaços africanos – em meio às lutas por liberdade, dignidade e cidadania persistentes no continente africano. As histórias de opressão colonial, a brutalidade das guerras de libertação e as disputas internas nos movimentos revolucionários exigiram determinação e coragem por parte dos africanos, uma luta comum a todos os gêneros. Às mulheres, no entanto, restou uma luta particular contra o patriarcalismo, própria de uma herança da cultura ocidental imposta desde o colonialismo e, concomitantemente, proveniente de algumas tradições ancestrais em que se prioriza(va) a vida e a presença masculinas, desprivilegiando a mulher. Há, por outro lado, referências matriarcais na ancestralidade africana, com personagens históricas a revelarem o empoderamento feminino, que influenciam as autoras evidenciadas no artigo e outras tantas mulheres africanas em luta. Da mesma forma, há influências dos movimentos feministas e pós-coloniais que, contemporaneamente, fundamentam o feminismo africano. A luta feminina em África ainda exige posicionamento, coragem e expectativa, mas já se podem comemorar os avanços obtidos por mulheres aguerridas e incansáveis.
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- 30.05.2025 (3)
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