Ceci est une version obsolète publiée le 2025-04-19. Consultez la version la plus récente.

RECONSIDERANDO CORPOS ANAFEMININOS NA AUTOESCRITA AFRICANA

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n2.70983

Mots-clés :

Feminismo africano, Corpos anafemininos, Colonialismo

Résumé

O imperativo ontológico do corpo anafeminino negro-africano passou a ser objeto de uma ampla gama de investigações literárias apenas recentemente. A ameaça tripla e traumática de subjugação, exploração e exclusão (ou possivelmente, deslocamento) desse corpo (negro, africano e anafeminino) sob a tríade de raça, classe e gênero, está na linha de frente dos discursos feministas e, de fato, humanistas. A partir das lentes das abordagens teóricas feministas africanas de Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí (1997) e Ifi Amadiume (2002), o presente artigo propõe um estudo crítico sobre a natureza do determinismo biológico na compreensão das categorias de sexo e gênero no contexto africano, como precursor da conceituação da “mulher” sob a hegemonia (neo)colonial do poder. Nesse percurso, analisa-se o corpo anafeminino como espaço de fluidez, dissidência e transgressão na obra Freshwater (2018), de Akwaeke Emezi, em contraposição às normas eurocêntricas de gênero.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Références

ACHEBE, Chinwe. The world of the Ogbanje. Enugu: Fourth Dimension Publishers, 1986.

ACHEBE, Chinua. Chi in Igbo cosmology. Young African Pioneer, 20 March 2014. Available at: https://youngafrikanpioneers.wordpress.com/2014/03/20/chi-in-igbo-cosmology/. Accessed 14 June 2024.

AMADIUME, Ifi. Bodies, Choices, Globalizing Neo-colonial Enchantments: African Matriarchs and Mammy Water. In: HÄRTEL, Insa; SCHADE, Sigrid (eds.). Body and Representation. Opladen: Leske + Budrich, p. 21-35, 2002.

AMADIUME, Ifi. Religion, Sexuality and Women’s Empowerment in Nwapa’s The Lake Goddess. In: UMEH, Marie (ed.). Emerging Perspectives on Flora Nwapa: Critical and Theoretical Essays. Trenton: Africa World Press, p. 515-529, 1998.

AMADIUME, Ifi. Re-inventing Africa: Matriarchy, Religion, and Culture. London & New York: Zed Books Ltd, 1997.

BEN-IHEANACHO, Elizabeth Onyewuchi. Finding Self: Of Gods, Contestation and Containment in Akwaeke Emezi’s Freshwater. Veritas Journal of Humanities, vol. 4, no. 1&2, p. 17 -28, 2022.

BUTLER, Judith. Bodies that Matter: On the Discursive Limits of “Sex”. New York: Routledge, 1993.

DIOP, Cheikh Anta. The Cultural Unity of Black Africa: The Domains of Patriarchy and of Matriarchy in Classical Antiquity. London: Karnak House, 1989.

EMEZI, Akwaeke. Freshwater. London: Faber & Faber, 2019.

EVARISTO, Conceição. Da grafia-desenho de minha mãe, um dos lugares de nascimento de minha escrita. In: DUARTE, Constância Lima; NUNES, Isabella Rosado (orgs.). Escrevivência: a escrita de nós: reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. Rio de Janeiro: Mina Comunicação e Arte, p. 48-54, 2020.

EVARISTO, Conceição. Gênero e etnia: uma escre(vivência) de dupla face. In: MOREIRA, Nadilza Martins de Barros; SCHNEIDER, Liane (orgs.). Mulheres no mundo: etnia, marginalidade e diáspora. João Pessoa: Idéia, p. 201-212, 2005.

EVARISTO, Conceição. Literatura negra: uma voz quilombola na literatura brasileira. In: PEREIRA, Edimilson de Almeida (Org.). Um tigre na floresta de signos: estudos sobre poesia e demandas sociais no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, p. 132-142, 2010.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

OBIOMA, Chigozie. An Orchestra of Minorities. New York: Little Brown, 2019.

OLAJUBU, Oyeronke. Women in the Yoruba Religious Sphere. Albany: State University of New York Press, 2003.

OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. The Invention of Women: Making an African Sense of Western Gender Discourses. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1997.

RODRIGUES, Felipe Fanuel Xavier. Princípios teóricos da literatura escrevivente. Caderno Seminal, Rio de Janeiro, n. 46, 2023. Available at: https://www.e-publicacoes.uerj.br/cadernoseminal/article/view/78153. Accessed 2 June 2024.

ROXBURGH, Cassandra. Gender Hegemony: How Colonialism Distorted African Perspectives of Trans Identity. Minority Africa, 31 March 2022. Available at: https://minorityafrica.org/colonialism-gender-trans-identity-africa/. Accessed 20 July 2024.

The Black, African, Female Body. Performance by Nora Chipaumire, 2014. Youtube, Available at: https://www.youtube.com/watch?v=uNpPQvupacM&t=190s. Accessed 27 July 2024.

Téléchargements

Publiée

2025-04-19

Versions

Comment citer

FANUEL XAVIER RODRIGUES, Felipe; GIDEON NNADIKA, Ifeanyi. RECONSIDERANDO CORPOS ANAFEMININOS NA AUTOESCRITA AFRICANA. Revista Graphos, [S. l.], v. 26, n. 2, 2025. DOI: 10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n2.70983. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/graphos/article/view/70983. Acesso em: 20 juin. 2026.

Numéro

Rubrique

O CORPO FEMININO NA LITERATURA AFRICANA DE AUTORIA FEMININA

Articles similaires

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Vous pouvez également Lancer une recherche avancée de similarité pour cet article.