ENSINO DE FILOSOFIA E PESQUISA:
NÃO-POTIGUARA NA PESQUISA DO ENSINO DE FILOSOFIA COM FORMAÇÃO DE PROFESSORAS/AS EM ESCOLAS POTIGUARA
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i2.80736Palavras-chave:
Ensino de Filosofia, Pesquisa, Colonialidade, Gênero, RacismoResumo
O que acontece quando uma pesquisadora não-indígena, formada em filosofia, decide por uma investigação do ensino de filosofia aproximando-se de sujeitas/os indígenas Potiguara, estudantes e professoras/es? Situa-se no campo do permitido e do reconhecido? Quem precisa de reconhecimento? Houve um conhecimento desde o Outro? Ou espelhou-se no Outro no já conhecido? Aproximar-se de sujeitas/os Potiguara, enquanto não-Potiguara, possibilita desconfortos sobre a pesquisa no ensino de filosofia, dentro da estrutura colonial que sustenta os discursos modernos. Diante disto, este artigo objetiva apresentar, de modo breve, a pesquisa no ensino de filosofia em diálogo com conceitos de gênero e racismo a partir de inquietações da pesquisadora não-Potiguara – autora deste artigo. Para tal, a escolha de pensadoras/es como Butler (2018), Carneiro (2005), Jacupé (2020), Flor do Nascimento (2010), Silva (2013) e Soares (2014) é propositivo e intencional. O método centrou-se no dedutivo com procedimento na pesquisa bibliográfica a fim da compreensão do fenômeno estudado a partir de fundamentos teóricos entrecortados com as vivências singulares, que não estão marcados pelo ‘eu’, mas por uma sujeita pesquisadora que se diz no jogo entre a subjetividade e a objetividade da pesquisa. O intuito é de entrelaçamento das teorias de pesquisa com as vivências produzidos no exercício da pesquisa, com professores/as Potiguara de filosofia, no litoral norte da Paraíba, nas escolas estaduais de Ensino Médio. Nessas fronteiras de trajetórias, a pesquisadora é o/a Outra em um processo fixo e múltiplo diante do encontro com o racismo e o gênero em estruturas colonialistas que lhe constitui e constitui o ensino de filosofia. Como também, encontro com outras histórias, contranarrativas, que percorrem corpos-feitos-para-o-cuidado-do-outro que se reposicionam.
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