Formação continuada e "Inclusão Menor":

nas brechas experienciamos ludicidade junto a crianças com autismo(s)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.78107

Palavras-chave:

Formação de professores. Inclusão Menor. Ludicidade.

Resumo

O presente texto objetiva apresentar os saberes e fazeres pedagógicos construídos por educadoras e cuidadoras da Educação Infantil junto a crianças com autismo(s), evidenciando práticas inclusivas desenvolvidas no cotidiano escolar a partir de um processo de formação continuada orientado pela ludicidade e pela perspectiva da “inclusão menor”. Trata-se de uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa, orientada pela perspectiva sociointeracionista e pela pesquisa-ação colaborativo-crítica. O estudo foi realizado em uma escola municipal de Educação Infantil no município de Pombal–PB, com a participação de três professoras e três cuidadoras. A produção dos dados ocorreu por meio de entrevistas dialógicas, rodas de conversa, registros em diário de pesquisa, reuniões de planejamento e construção de materiais lúdicos. Os dados foram analisados com base na Análise de Conteúdo, organizados nos eixos concepções, desafios, potencialidades e estratégias. Os resultados evidenciam que o brincar, aliado a recursos como rotinas visuais e materiais sensoriais, constitui importante estratégia de mediação pedagógica e participação das crianças. Como produto do processo formativo, foi sistematizada a proposta Conhecer, Mediar, Interagir, Brincar e Incluir (CMIBI) apresentada em um Caderno Pedagógico que reúne estratégias e reflexões produzidas coletivamente. Assim, os achados evidenciam que a inclusão menor se materializa nas práticas cotidianas de escuta, mediação e criação pedagógica, nas quais educadoras e cuidadoras reinventam a inclusão nas brechas da escola, produzindo experiências de participação, pertencimento e reconhecimento das singularidades das crianças.

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Biografia do Autor

Tatiana Cristina Vasconcelos, Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

Doutora em Educação (UERJ), Mestre em Psicologia (UFPB), Licenciada e Bacharel em Psicologia (UFPB/UNIFIP). É especialista em Psicopedagogia (Universidade Candido Mendes), em Neuropsicologia (UNYLEYA) e Avaliação Psicológica (UNIFIP). Atua como docente da Universidade Estadual da Paraíba (Campus I) onde desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão, considerando a interface Psicologia, Educação e Saúde, com ênfase nos temas relacionados à juventude e adolescência, formação e atuação de professores, tecnologias digitais, aprendizagem, dificuldades de aprendizagem e inclusão.

Maria de Fatima Alves da Silva Antão, Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

Mestranda do PROFEI UEPB/CAPES. Especialista em Educação Infantil (2015) pela ESAB, em Gestão e Educação Inclusiva (2016) pela CESM/IESM) e em Atendimento Educacional Especializado - AEE (2022) pela FIS. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (2015). Atualmente é professora da Prefeitura Municipal de Pombal. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Infantil e Educação Inclusiva. 

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Arquivos adicionais

Publicado

2026-10-17

Como Citar

VASCONCELOS, Tatiana Cristina; ANTÃO, Maria de Fatima Alves da Silva. Formação continuada e "Inclusão Menor": : nas brechas experienciamos ludicidade junto a crianças com autismo(s). Revista Temas em Educação, [S. l.], v. 35, n. 1, p. e-rte351202655, 2026. DOI: 10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.78107. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/78107. Acesso em: 21 out. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: Formação de Professores na Perspectiva Inclusiva

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