Currículo, infâncias e relações étnico-raciais:
práticas e resistências nas UMEIs de Niterói
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.74743Palavras-chave:
Educação Infantil; Relações Étnico-Raciais; Projeto Político PedagógicoResumo
Este artigo analisa os Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) de cinco Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEIs) da Rede Municipal de Niterói à luz dos Estudos Culturais, com ênfase nas abordagens sobre diversidade, a educação para as relações étnico-raciais e a identidade das crianças. A partir da concepção de currículo como artefato cultural, busca-se compreender como as práticas escolares cotidianas constroem subjetividades infantis e promovem (ou tensionam) os discursos hegemônicos de infância. As reflexões aqui apresentadas consideram a ludicidade como eixo estruturante da Educação Infantil, articulando saberes, culturas e políticas de reconhecimento no espaço escolar. A análise dos documentos institucionais (PPPs), em articulação com as políticas educacionais, tem como pressuposto teórico a concepção de educação emancipatória de Paulo Freire, a educação para as relações étnico- raciais, articulando teoria e prática em uma perspectiva decolonial e interseccional, em diálogo com os estudos culturais.
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