Educação para as relações étnico-raciais na formação inicial de professores/as de Biologia da Universidade de Pernambuco – Campus Mata Norte
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.73312Palavras-chave:
Antirracismo, Educação Étnico-Racial Crítica, Lei nº 10.639/03Resumo
O presente trabalho discute a temática da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) atrelada ao Ensino de Ciências e Biologia na Formação Inicial de Professores/as da Universidade de Pernambuco (UPE), Campus Mata Norte em detrimento do que é posto na Lei n° 10.639/03, partindo da necessidade de desconstruir os estereótipos tidos de pessoas negras e indígenas, além do próprio racismo a partir das lentes das Ciências Biológicas no curso de licenciatura. Pesquisadores/as da área de Ensino em Ciências têm analisado a ausência de problematizar os currículos e disciplinas dos cursos da Educação Superior, entre eles o de Ciências Biológicas, no tocante às relações entre a Prática Pedagógica e a temática da ERER. Nessa perspectiva, optamos por analisar o programa da disciplina “Educação e Relações Étnico- Raciais”, presente no Projeto Pedagógico do Curso (PPC) da referida Instituição de Ensino Superior. A pesquisa é de natureza qualitativa e consiste em uma análise documental que buscou compreender as contribuições da disciplina no Curso de Biologia. A análise permitiu observar que as propostas da Educação para as Relações Étnico-raciais encontram-se de acordo com a legislação a partir do caráter obrigatório do componente, mas se distancia da necessidade de dialogar com as áreas específicas da Biologia e sua Prática Pedagógica. Além de apresentar conteúdos que dialogam, em sua maioria, com a área das Ciências Humanas em detrimento das Ciências Naturais.
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