Inclusão de pessoas com deficiência como contranarrativa à retórica anti-woke
o caso de uma instituição de ensino no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2238-104X.2026v16n1.75448Palavras-chave:
Inclusão, Gestão da diversidade, Anti-Woke, Pessoa com deficiência, ODSResumo
Objetivo: Por meio de abordagem qualitativa, a pesquisa compara dois momentos institucionais, 2019 e 2024, para compreender as transformações nos critérios de ingresso, nas barreiras enfrentadas e nas estratégias de gestão da diversidade. Metodologia: Adotou-se uma abordagem qualitativa, descritiva e longitudinal, por meio da aplicação de questionários semiestruturados às pessoas com deficiência empregadas pela instituição e aos profissionais de Recursos Humanos responsáveis por sua gestão. Os dados foram tratados por Análise de Conteúdo, categorizados em acesso e critérios de ingresso, barreiras e discriminação, e propostas e inovações na gestão da diversidade. Principais resultados: No período analisado, houve ampliação da representatividade de pessoas com deficiência no quadro funcional e avanços na formalização de processos inclusivos e na sensibilização interna. Persistiram, contudo, barreiras relacionadas à mobilidade interna, à ocorrência de microagressões e à dependência de lideranças específicas para a continuidade das ações. Contribuições acadêmicas: O estudo reforça a importância do monitoramento contínuo das práticas de inclusão e evidencia a relevância de abordagens longitudinais para compreender processos de mudança organizacional, contribuindo para o debate teórico sobre gestão da diversidade e inclusão no contexto educacional. Contribuições práticas: Os achados oferecem subsídios para gestores na formulação e aprimoramento de políticas inclusivas, destacando a necessidade de institucionalização das práticas, do fortalecimento de mecanismos permanentes de monitoramento do clima organizacional e da ampliação de estratégias de ascensão profissional. Tais recomendações alinham-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, 8 e 10, ao promover igualdade, trabalho decente e redução das desigualdades.
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