Os nós que me (re)compõem:

uma cartografia com escrevivências

Autores

Palavras-chave:

estudos culturais da educação, escrevivências, cartografias

Resumo

Meus escritos nascem com confluências a partir de escritos em um caderno criado no componente curricular de Seminários em Estudos Culturais da Educação, no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Nasce de experiências, de desejos, de perguntas, com pausas, com silêncios, com imagens, com nós, com cinema, com sonhos, com medos, com invenções, uma pesquisavida. Cada palavra escrita, cada linha traçada, cada imagem fotografada, cada sorriso compartilhado me levaram a observar o que muitas vezes não enxergo, os detalhes, e me convocam a uma pesquisa corporificada, encarnada, com nós. Minha escrita é um convite a inventar uma pesquisavida mais bonita, não como quem nega as dores e durezas da existência, mas como quem ousa acreditar em mundos outros possíveis. Vamos?

 

 

 

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Biografia do Autor

Josefa Jaqueline Batista Brito, UFPB

Sou uma mulher quilombola, licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal de Campina Grande (CFP/UFCG, campus Cajazeiras-PB), e mestranda em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Membra do Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Educação, Linguagem e Práticas Sociais (GIEPELPS), atuando na linha de pesquisa sobre Gênero, Interseccionalidade e Parentalidade na Educação (GIPE) e do coletivo de pesquisa COM-FABULAÇÕES: ateliê de pesquisas inventivas em educação da Universidade Federal da Paraíba. Fui bolsista do projeto de extensão "Mulheres Acadêmicas Ensinam (MÃES)" da UFCG, aprovado no Edital 003/2022 do CGE-UFCG, e também bolsista do subprojeto Pedagogia do Programa de Residência Pedagógica da CAPES/CFP/UFCG/2022. Dialogo principalmente com os seguintes temas: Gênero, relações étnico raciais, escrevivências, Interseccionalidades e a cartografia com a filosofia das diferenças.

Franklin Kaic Dutra-Pereira , Professor da Universidade Federal da Paraíba – PPGE/UFPB.

[...] eu sou o fracasso de tudo que queriam que eu fosse (Linnda Quebrada). Doutor desde os 26, mas antes e depois disso, foi e segue sendo um corpo que pesquisa com outros corpos: na química, na educação, na vida. Formou-se em Química (CES/UFCG, 2014), depois em Pedagogia (UNICSul, 2022), e defendeu a tese em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM/UFRN, 2019), mergulhando nas narrativas que atravessam quem aprendeensinaaprende nas licenciaturas. Hoje é professor na Universidade Federal da Paraíba, no Departamento de Química do CCEN, onde ensina, (des)ensina e aprende nas frestas da ciência/química que incomoda o patriarcado e os colonizadores. Atua nos Programas de Pós-graduação em Educação da UFPB, no PROFQUI/UFPB e no PPGECID/UFRB, insistindo em orientar pelo avesso, onde há corpo, política e desejo. Lidera o COM-FABULAÇÕES: ateliê de pesquisas inventivas em educação, onde fabula com outras existências as cartografias do possível. Integra o GEPPC/UFPB e o TRAMAS/UFPB, membro da SBEnQ, ANPEd, ABRAPEC e RELAPEq. Integrante da Rede Internacional de Estudos Culturais em Educação (RIECEdu). As pesquisas escorrem por entre os estudos culturais da educação, pesquisas auto.bio.gráficas e narrativas das vidas que pulsam, os cotidianos que não cabem nas normatividades, as escritas de si e as cartografias que recortam o mundo com outras dobras. Insiste nas políticas do currículo com as diferenças e não apesar delas. Investiga e é investigado por teorias queer, pelas dissidências do/no/para o ensino de ciências e educação química, pelos entrelaçamentos entre corpos, raças, gêneros e sexualidades que desafiam os enquadramentos da norma. Insiste no currículo franco com orgulho. Milita com as cores, com as letras todas da sigla LGBTTQIAPNb+, e contra tudo aquilo que sufoca a vida - o fascismo, o moralismo, o racismo, o neoconservadorismo, o fundamentalismo, o bolsonarismo, o armamento, o apagamento. Acredita em ciências que cuidam e movimentam os corpos, em escolas que acolhem e ampliam as diferenças e em universidades que não se rendem e nem sucumbe na cafetinagem. Está aqui para incomodar. Luta por justiça social, cultural, ambiental. Respira um pouco de possível para não sufocar (deleuze) e escreve para adiar o fim do mundo - com-fabulando futuros com quem queira contar (e viver) outras histórias...

Referências

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Publicado

10-05-2026

Como Citar

Batista Brito, J. J., & Dutra-Pereira , F. K. (2026). Os nós que me (re)compõem:: uma cartografia com escrevivências . Revista Caderno De Docências, 1(2), 1–19. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/cad/article/view/77412

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