MVELO
CORPO-VOZ-FEMININO NO ROMANCE SEM GENTILEZA (2016), DE FUTHI NTSHINGILA
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n2.70976Palavras-chave:
Corpo-voz feminino, Futhi Ntshingila, Autoria feminina negra, Violência, ContemporaneidadeResumo
Fazer uma análise literária atentando às tendências da literatura de determinado período histórico ou país é, comumente, uma tarefa complexa. Não obstante, essa complexidade se amplia quando temos um mote, em constante circunscrição dentro dos Estudos Literários, como a Literatura de Autoria Feminina. Sem desconsiderar a variedade de estilos, conceitualmente, sobre tal vertente e suas múltiplas especificidades em termos de discurso, acordou-se afirmar que a Literatura de Autoria Feminina incidiria em obras perpassadas pela ‘vivência da mulher’ e como a sua identidade molda sua ótica sobre o mundo. Objetivamos refletir acerca da representação do corpo-voz feminino da personagem Mvelo, no romance Sem Gentileza (2016), de Futhi Ntshingila, bem como conjeturar acerca da escrita de Autoria Feminina na África do Sul sob a égide dos estudos pós-coloniais. Metodologicamente, esta é uma pesquisa qualitativa, de cunho bibliográfico com uma abordagem analítico descritiva, com viés fenomenológico, de aspectos que julgamos pertinentes, como: o lugar da mulher negra na sociedade, a vulnerabilidade social, invisibilidade e violência contra as mulheres durante e pós-regime do Apartheid. Como fundamentação teórica, este trabalho revisitará teóricos como Xavier (2021), Pereira (2012), Mbembe (2016), Hill-Collins (2020, 2022), Hooks (2020), entre outros. A partir do recorte investigado, é possível previr que há algumas tendências, entre elas, uma caracterizada pela presença do corpo-voz feminino e outra centrada na questão social, em que as mulheres tecem suas próprias histórias baseadas suas memórias.
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