RESIDUALIDADE À PARAIBANA: UMA REFLEXÃO LOCAL DA TEORIA NA ANÁLISE LITERÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n4.73964Palavras-chave:
Análise literária, Residualidade, Intertextualidade, Arquétipo, Estudos MedievaisResumo
A teoria da residualidade, sistematizada pelo professor Roberto Pontes, tem sido um recurso valioso para muitos pesquisadores e estudantes na análise de diversas obras literárias ao longo de mais de duas décadas. Sua influência é evidente no crescente número de trabalhos de graduação e pós-graduação que utilizam essa teoria como fundamentação teórica. Na UFPB, as visitas do professor Pontes contribuíram para a disseminação dessa teoria, especialmente nos cursos de pós-graduação. Isso resultou em sua aplicação em trabalhos de conclusão, artigos científicos e capítulos de livros. Contudo, surgiram desafios ao aplicar a teoria diretamente no campo literário, onde ela se mostra mais clara em aspectos culturais e nos estudos do imaginário do que na literatura propriamente dita. Essa dificuldade motivou a busca por métodos auxiliares que permitissem empregar a teoria da residualidade na análise literária sem recorrer a outras teorias, como a hipertextualidade de Genette ou o dialogismo de Bakhtin. Além disso, a complexidade de identificar a origem do resíduo remanescente nos aproximou dos estudos do imaginário, na tentativa de encontrar esse ponto de partida. Este trabalho visa apresentar esses métodos auxiliares na análise literária sob a perspectiva da residualidade. Autores como Jaume Aurell (Novo Medievalismo), Carl Jung (Mito e Arquétipo), Eleazar Melitínski (Arquétipo Literário) e Hilário Franco Júnior (Imaginário) serão fundamentais nesta reflexão, auxiliando não apenas em análises locais, mas também aqueles que utilizam a residualidade como base teórica.
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