A monogamia mata mulheres
reflexões a partir do caso de Julieta Hernández
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6725.2024v30n51.73045Palavras-chave:
Família, Misoginia, Anticolonialidade, MonogamiaResumo
Neste artigo discorro sobre a relação entre monogamia e misoginia instigado pelo homicídio de Julieta Hernández, artista de rua venezuelana conhecida como Palhaça Miss Jujuba, que vivia no Brasil e viajava de bicicleta pelo país, vindo a ser assassinada por um casal do interior do Amazonas no final de 2023. A partir deste caso, faço reflexões sobre o caráter violento da família monogâmica e cis-heteronormativa em relação às mulheres, vítimas do feminicídio, bem como em relação às pessoas sexualmente dissidentes e subalternizadas. Para tanto, apresento sucintamente a história de Julieta como artista no Brasil e o contexto de sua morte. Na sequência, discuto as imbricações entre família burguesa/colonial e monogamia, alicerçadas pela pedagogia afetiva do amor romântico e do ciúme. Por fim, trago as críticas contra-hegemônicas, não monogâmicas e anticoloniais a esse modelo, além do exemplo de Julieta como inspiração contra as normatividades que violentam e matam mulheres.
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