O Desafio da Inclusão e Aprendizagem de Alunos em Situação de Vulnerabilidade Social sob a ótica de uma Educação Antirracista

Estudo de Caso de Rubens

Autores

  • Maria Carolina Santos Cendretti Rodrigues
  • Cesar Augusto Eugenio Universidade de Taubaté

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2527-1083.2026v14.75058

Palavras-chave:

Educação Antirracista, Ensino Fundamental, Equidade, Inclusão

Resumo

Este artigo explora o caso de um estudante de sete anos, matriculado no 2º ano do ensino Fundamental, chamado, para este estudo, de Rubens, que enfrenta desafios educacionais num contexto de vulnerabilidade social, tanto no ambiente familiar como comunitário. Apesar de demonstrar habilidades cognitivas avançadas, especialmente em Matemática, Rubens enfrenta dificuldades significativas em leitura e escrita, além de manifestar comportamento indisciplinado que impacta seu progresso escolar. De abordagem qualitativa, adotou-se o estudo de caso, por se tratar de estratégia que permite uma compreensão aprofundada e contextualizada de fenômenos complexos e singulares, como é o caso do percurso escolar de Rubens. Essa opção metodológica possibilita não apenas a descrição detalhada do contexto em que o aluno está inserido, mas também a análise das interações entre fatores individuais, familiares, escolares e sociais que influenciam seu desempenho acadêmico. Neste estudo, investigou-se as origens e implicações desses desafios e se propôs encaminhamentos para apoiar o desenvolvimento e a integração escolar do estudante. Rubens foi observado durante 8 aulas, além disso foram feitos registros em diário de campo de informações da documentação escolar específicas do aluno. A análise se fundamentou em teorias sobre autoeficácia, estereótipos sociais e o papel da família e da escola no desenvolvimento infantil, de modo a articular dados empíricos e mobilizar autores no objetivo de compreender os desafios enfrentados por Rubens e buscar estratégias para sua aprendizagem e permanência na escola. Foi possível concluir que, somente com uma educação antirracista e mais afetiva, pode-se garantir uma aprendizagem equitativa e o direito ao sucesso escolar de modo a não naturalizar o sucesso de alguns em detrimento ao fracasso e exclusão de outros.

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Publicado

2026-03-01

Edição

Seção

Fluxo contínuo

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