Proprietária ou inquilina?
o lugar da Educação de Jovens e Adultos na escola
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2527-1083.2025v12.76721Palavras-chave:
Educação de Jovens e Adultos, Escola, Educação PopularResumo
O desafio proposto no título deste trabalho se configura na tentativa de pensar sobre os desafios da Educação de Jovens e Adultos (EJA) como modalidade ofertada na educação básica. Embora faça parte da escola, a EJA nem sempre é incluída em atividades, projetos e ações educacionais na cotidianidade, o que provoca a reflexão sobre inclusão e sentimento de inquilinato. Nesse fio condutor, reconstruímos os percursos de luta desde as primeiras iniciativas de alfabetizar o povo pelo direito à educação como um bem subjetivo e inegociável. Continuamos a reflexão sobre como a EJA vem se constituindo enquanto modalidade desde as premissas da educação popular, de sua institucionalização na Lei 9394/96 e frente aos desafios contemporâneos da globalização e do neoliberalismo, dos quais carecem na ininterrupção das lutas. Outro desafio que se descortina, é a superação do preconceito que a própria EJA sofre no território escolar, em sua casa. Por mais que não nos aprofundemos nesse debate, ensejamos que ao mesmo tempo em que haja denúncia, também se imprima o anúncio de uma escola possível para as classes populares, por meio da justiça e solidariedade intrínsecas ao sonho democrático de uma escola plural e diversa, que não apenas coexiste no mesmo território, mas se constitui e se reconhece enquanto parte importante na/da escola a ser legitimada e valorizada.
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