CORPO BIOPOLÍTICO-VIDA NUA
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v16i2.71318Palavras-chave:
Zoé, Bíos, Homo sacer, Vida natural, ExceçãoResumo
O artigo aborda questões que estão interseccionadas na proposta de Giorgio Agamben ao demonstrar como o poder soberano captura os direitos políticos e jurídicos de indivíduos no Ocidente. Aponta-se contribuições de pensadores como Michel Foucault e Walter Benjamin elencadas por Agamben como importantes na fundamentação de suas ideias sobre campo de concentração, corpo biopolítico, zoé e bíos, homo sacer e estado de exceção. Destaca o entendimento de Agamben sobre a proposta biopolítica foucaultiana, que coloca a vida natural como objeto de cálculo do Estado, que na modernidade toma para si a gestão do corpo biopolítico-vida nua. Enfatiza a relação entre a violência e o direito pontuada por Benjamim e que Agamben destaca como uma crítica certeira, contundente e atual de tudo que se conhece sobre a soberania. Agamben destaca a tensão entre a violência mítica, ou do direito, e a vida nua, contra a qual Benjamin defende uma violência pura. Agamben, como Benjamin, rebate a captura do corpo biopolítico-vida nua pelo direito, que controla e expõe a vida à violência de toda ordem, inclusive dos apátridas, a nação dos desvalidos.
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