A SOLIDÃO DE UMA EDUCAÇÃO COTIDIANA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15687/rec.v16i3.68488

Palavras-chave:

Cotidianos, Currículos, Solidão

Resumo

Este texto se dá como efeito da produção de uma tese, em uma tentativa de problematização dos modos de vivência da solidão preponderantes na contemporaneidade educacional, em meio ao que se configura como solidões pautadas nas noções de carência, de melancolia e de precariedade, conferindo um status negativo à solidão. A partir de intercessores como Deleuze, Guattari e Nietzsche, aponta outras formas de se considerar a solidão atrelada aos currículos, formas estas mais desprendidas da compreensão de ser humano como um sujeito enfraquecido. Aproxima a produção curricular a uma “[...] boa solidão, a solidão livre, a que vos permite seguir sendo bons em qualquer sentido” (NIETZSCHE, 2005, p. 35), cartografando os processos de produções curriculares intensificados pela potência da solidão como afirmação de uma vida inquietada e atravessada pelos devires que forçam o pensamento em busca da não subordinação. Busca, desta maneira, evidenciar as práticas de criação de espaços inéditos no campo do currículo, promovidos pela solidão em meio à lógica produtiva contemporânea, em seus múltiplos sentidos possíveis, nos encontros de uma educação cotidiana.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Tamili Mardegan da Silva, Secretaria Municipal de Educação de Guarapari, Brasil.

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo e Professora da Rede Estadual do Espirito Santo.

Danielle Piontkovsky , Instituto Federal do Espírito Santo, Brasil.

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo e Professora no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo.

Referências

DELEUZE, Gilles. A imanência: uma vida... Revista Educação & Realidade: Faculdade de Educação da UFRGS, Porto Alegre, v. 27, n. 2, jul./dez. 2002. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/31079/19291. Acesso em: 23 mai. 2023.

DELEUZE, Gilles. Conversações. São Paulo: Editora 34, 2013.

DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. Rio de Janeiro: Graal, 2006.

DELEUZE, Gilles. O Abecedário de Gilles Deleuze. 2005. [Entrevista concedida] a Claire Parnet. Transcrição de Bernardo Rieux. Paris: Éditions Montparnasse, Paris. Disponível em: https://clinicand.com/wp-content/uploads/2021/02/Gilles_Deleuze_Claire_Parnet_Abeced_rioz-lib.org_.pdf. Acesso em: 28 out. 2023.

DELEUZE, Gilles. Proust e os signos. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.

DELEUZE, Gilles; GUATARRI, Félix. Mil platôs. São Paulo: Editora 34, 2011. v. 1.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs. São Paulo: Editora 34, 2012a. v. 4.

DELEUZE, Gilles; GUATARRI, Félix. Mil platôs. São Paulo: Editora 34, 2012b. v. 5.

DELEUZE, Gilles; GUATARRI, Félix. O que é a filosofia? São Paulo: Editora 34, 2010.

DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. São Paulo: Escuta, 1998.

FERRAÇO, Carlos Eduardo. Eu, caçador de mim. In: GARCIA, Regina Leite (org.). Método: pesquisa com o cotidiano. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, p. 157-175.

LAPOUJADE, David. Deleuze, os movimentos aberrantes. São Paulo: n-1 Edições, 2015.

LARROSA, Jorge. Nietzsche e a educação. Tradução de Veiga, S. G. da. 2. ed., 1. reimp. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

NIETZSCHE, Friedrich. A gaia ciência. Tradução, notas e posfácio de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra. Tradução de Carlos Duarte e Anna Duarte. São Paulo: Martin Claret, 2012.

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. Tradução, notas e posfácio de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

Downloads

Publicado

18-12-2023

Como Citar

SILVA, T. M. da; PIONTKOVSKY , D. . A SOLIDÃO DE UMA EDUCAÇÃO COTIDIANA. Revista Espaço do Currículo, [S. l.], v. 16, n. 3, p. 1–11, 2023. DOI: 10.15687/rec.v16i3.68488. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/68488. Acesso em: 19 maio. 2024.