O engenho de S. Pantaleão do Monteiro:
um caso de propriedade vincular na Capitania de Pernambuco (c. 1682-1835)
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6725.2025v30n53.74692Palavras-chave:
Vínculo, Engenho-de-açúcar, Propriedade, Nobreza, FamíliaResumo
O objetivo do presente artigo é analisar a repercussão da vinculação de bens na América portuguesa, a partir de um caso específico, que foi o da vinculação do engenho de açúcar de São Pantaleão do Monteiro, juntamente com suas terras e matas, localizado às margens do rio Capibaribe, distando cerca de uma légua do mar. Este engenho foi fundado na segunda metade do século XVI na Capitania de Pernambuco e foi encapelado, nos moldes do sistema vincular, após a guerra contra os holandeses, por volta de 1680. Nesta forma de organização, a propriedade permaneceu sob o controle da mesma família até ser extinto o vínculo em 1857. Assim, pretendemos analisar as repercussões patrimoniais, familiares, sociais e políticas decorrentes das regras do sistema vincular, com ênfase entre os séculos XVII e XVIII. Nisto se incluem a gestão dos bens vinculados, os pedidos de nobilitação, a ocupação de cargos institucionais, as intrigas familiares em torno do direito sucessório e as pretensões políticas dos administradores do vínculo do Monteiro.
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