A Conjuração Carioca:

ideias inflamáveis no século XVIII

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6725.2025v30n53.76262

Palavras-chave:

Rio de Janeiro, Conjuração Carioca, Sociedade literária

Resumo

O contexto da Conjuração Carioca (1794) insere-se na difusão das ideias iluministas que estimularam o surgimento de movimentos emancipacionistas na América inglesa, culminando com a Declaração da Independência das Treze Colônias (1776), pela Revolução Francesa (1789-1799) que pregava liberdade, igualdade e fraternidade e em diversos outros movimentos de transformação política e social, especialmente na Europa e na América. O objetivo deste artigo é analisar como os debates promovidos por membros da Sociedade Literária, de caráter meramente informativos, disseminaram-se, atingindo diversas camadas sociais no Rio de Janeiro, gerando questionamentos sobre o poder metropolitano e o sistema de exploração colonial. O episódio culminou com prisão de seus integrantes e na instauração de uma devassa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALMEIDA, Anita Correia Lima de. Inconfidência no Império: Goa de 1797 e Rio de Janeiro de 1794. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2011.

ALMEIDA, Luís Ferrand. Páginas dispersas: estudos de História Moderna de Portugal. Coimbra: Faculdade de Letras, 1995.

ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado absolutista: São Paulo: Brasiliense, 2004.

AUTOS da devassa: prisão dos letrados do rio de janeiro, 1794. 2. edição ed. Rio de Janeiro: UERJ, 2002.

BARBOSA, Marialva. História da comunicação no Brasil. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

BICALHO, Maria Fernanda; COSTA, André. O Conselho Ultramarino e a emergência do secretário de Estado na comunicação política entre o reino e conquistas. In: FRAGOSO, João; MONTEIRO, Nuno Gonçalo. Um reino e suas repúblicas no Atlântico: comunicações políticas entre Portugal, Brasil e Angola nos séculos XVII e XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017.

BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. Brasília: UNB, 1998.

FRANÇA, Eduardo D’Oliveira. O poder real em Portugal e as origens do absolutismo. São Paulo: EDUSC, 2013.

FREIRE, Felisbello. História da cidade do Rio de Janeiro 1564-1760. Rio de Janeiro: Revista dos Tribunais, 1914.

GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

JANCSÓ, István. A sedução da liberdade: cotidiano e contestação política no final do século XVIII. In: NOVAIS, Fernando A.; MELO E SOUZA, Laura de. A História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

LACOMBE, Américo Jacobina. A conjuração do Rio de Janeiro. In: HOLANDA. Sérgio Buarque. A época colonial. São Paulo: Difel, 1973.Tomo I.

LINEBAUGH, Peter; REDIKER, Marcus. A hidra de muitas cabeças: marinheiros, escravos, plebeus e a história oculta do Atlântico revolucionário. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

MALERBA, Jurandir. Brasil em projetos: história dos sucessos políticos e planos de melhoramentos do reino. Da Ilustração portuguesa a Independência do Brasil. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2020.

MEIRELLES, Juliana Gesuelli. Imprensa, jornais e pasquins. O Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira. Disponível em: http://historiacolonial.arquivonacional.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5298&Itemid=414. Acesso em: 15 de set. de 2023.

MONTEIRO, Nuno Gonçalo F. Identificação da política setecentista. Notas sobre Portugal no início do período joanino. Análise Social, v. 35(157), 2001. P. 961-987.

MOTA, Carlos Guilherme. Atitudes de inovação no Brasil, 1789-1801. Lisboa: Livros Horizonte, s/d.

NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808). São Paulo:HUCITEC,2011.

SÁ, Helena Trindade de. Economia, fiscalidade e comércio: a alfândega do Rio de Janeiro (ca.1750 - ca.1808). Tese (Doutorado). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2021.

SANCHES, Marcos Guimarães. Um caso de “escandalosa liberdade” no Rio de Janeiro. Revista do Instituto Histórico da Bahia. Salvador, n.94, jan./dez., 1998. P. 347-360.

SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. No rascunho da nação: Inconfidência no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Turismo e Esporte, 1992.

SECORD, James. A Knowledge in transit. Isis, v. 95, n.4, 2004.

STARLING, Heloísa M. Ser republicano no Brasil colonial: a história de uma tradição esquecida. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

TUNA, Gustavo Henrique. Conjuração do Rio de Janeiro (1794). In: SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloísa Murgel. Dicionário da República: 51 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. E-book.

VENTURA, Roberto. Leituras de Raynal e a Ilustração na América latina. Estudos Avançados, São Paulo, 2(3), dez. 1988.

VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português. Rio de Janeiro: FGV, 2016.

VILLALTA, Luiz Carlos. Reformismo Ilustrado, censura e prática de leitura: usos do livro na América portuguesa. Tese (Doutorado). São Paulo: Universidade de São Paulo, 1999.

WEHLING, Arno; WEHLING, Maria José. Formação do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995.

Downloads

Publicado

2026-04-06

Como Citar

TRINDADE DE SÁ, Helena de Cassia; BARBOSA PEREIRA, João Paulo. A Conjuração Carioca:: ideias inflamáveis no século XVIII. Sæculum - Revista de História, [S. l.], v. 30, n. 53, p. 8–26, 2026. DOI: 10.22478/ufpb.2317-6725.2025v30n53.76262. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/srh/article/view/76262. Acesso em: 9 jun. 2026.

Artigos Semelhantes

<< < 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.