A VIDA COMO RITO DE PASSAGEM EM O AMANUENSE BELMIRO, DE CYRO DOS ANJOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2025v27n1.70048

Palavras-chave:

Literatura brasileira, Cyro dos Anjos, ritos de passagem, memória, identidade

Resumo

Este artigo busca problematizar o conceito de ritos de passagem vivenciado pelo protagonista Belmiro Borba no romance O Amanuense Belmiro, de Cyro dos Anjos, a partir das reflexões de Arnold van Gennep, em sua obra Os ritos de passagem. Para isso, trabalha-se com três etapas específicas: separação, margem e agregação. Constata-se, assim, que o protagonista, ao vivenciar esses ritos, (re)constrói sua trajetória por meio de um livro de memórias, no qual busca, no passado, a sua essência e, no presente, a sua substância. A análise dessas etapas permite compreender tanto a composição e a escrita de Belmiro quanto o sentido atribuído ao narrador, revelando o elo sociocultural e literário que ora aproxima, ora distancia autor e personagem, narrador e personagem, indivíduo e objeto. O Amanuense Belmiro apresenta-se como um verdadeiro ritual de celebração e revelação dos momentos de transição do personagem, permitindo-lhe experienciar variações temporais que provocam profundas alterações na ordem natural de sua história.  Dessa forma, investiga-se como esses e outros ritos ajudam a determinar o comportamento do protagonista. Tais práticas estão relacionadas não apenas aos seus atos sociais, mas também ao modo como a narrativa é construída. Para tanto, utilizam-se as contribuições de autores como Arnold van Gennep (2011), Antonio Candido (1974; 1979) e Roberto Schwarz (2008), entre outros.

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Publicado

22.07.2026

Como Citar

VELOSO, Rodrigo Felipe. A VIDA COMO RITO DE PASSAGEM EM O AMANUENSE BELMIRO, DE CYRO DOS ANJOS. Revista Graphos, [S. l.], v. 27, n. 1, p. 62–79, 2026. DOI: 10.22478/ufpb.1516-1536.2025v27n1.70048. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/graphos/article/view/70048. Acesso em: 22 jul. 2026.

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ARTIGOS

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