ENTRE COMETAS Y PAPAGAYOS: REPRESENTACIONES DE INFANCIAS EN UNA OCUPACIÓN URBANA
representações de infâncias em uma ocupação urbana
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.74618Palabras clave:
Infancia, Representación, CineResumen
El objetivo principal de este artículo es investigar las representaciones de infancias presentes en la realidad de los niños y niñas que viven (en) las ocupaciones del Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) [Movimiento de Lucha en las Barriadas, Villas Miseria y Favelas] a partir de una película protagonizada y construida por esas niñas y niños y disponible en el canal del MLB en YouTube. Metodológicamente, se realizó una etnografía de pantalla, tomándose como marco teórico los campos de la Sociología de la Infancia (Corsaro, 2011; Sarmento, 2005, 2011) y los Estudios Culturales (Hall 2016; Grossberg, 2009; Wortmann, Costa y Silveira, 2015). Los análisis pusieron de manifiesto la recurrencia de la representación de la infancia del ahora, ya que muchas escenas muestran cómo la urgencia no se expresa solo en los cuerpos que se trasladan con prisa, sino también en la necesidad de aprovechar cada oportunidad. Esta representación se manifiesta como un tiempo de urgencia de vida, de entrega al momento, de aprovechamiento de los recursos y de las oportunidades efímeras que surgen en cada instante. A partir de los resultados analizados, se concluyó que el cortometraje estudiado no es solo un producto cultural hecho por niños y niñas: es un espacio de construcción de sentidos y de manifestación simbólica de sus vivencias, anhelos e inquietudes.
Descargas
Citas
ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Tradução de Dora Flaksman. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
ARAÚJO, Juliana Diniz de Albuquerque Bezerra; COSTA, Raquel Ribeiro de Andrade; FROTA, Ana Maria Muniz Carneiro. De Chrónos à Aión – onde habitam os tempos da infância? Childhood & Philosophy, Rio de Janeiro, v. 17, e56866, 2021. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-59872021000100207&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 10 abr. 2025. https://doi.org/10.12597/childphilo.2021.56866.
A VERDADE. MLB: 25 anos de luta pela reforma urbana e o socialismo. 26 mar. 2024. Disponível em: https://averdade.org.br/2024/03/mlb-25-anos-de-luta-pela-reforma-urbana-e-o-socialismo/. Acesso em: 22 abr. 2024.
A VERDADE. Se tem algo que o documentário mostra é que quem luta, conquista. 02 maio 2020a. Disponível em: https://averdade.org.br/2020/05/se-tem-algo-que-o-documentario-mostra-e-que-quem-luta-conquista/. Acesso em: 03 maio 2024.
ALVES, Patrícia. Infância, tempo e atividades cotidianas de crianças em situação de rua: as contribuições da teoria dos sistemas ecológicos. 2002. Tese (Doutorado em Psicologia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2002.
ANDRADE, Priscila Dias de. Pedagogias culturais – uma cartografia das (re)invenções do conceito. 2016. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016.
BALESTRIN, Paula Andreia. O corpo rifado. 2011. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.
BARBOSA, Ana Suely; NASCIMENTO, Ana Paula; NEVES, Leonardo; DAMÁZIO, Mariana; ZANOTTO, Natalia. Margens, escuridão e táticas de contraluz: movimentos de insurgências em Voltei! Era uma vez Brasília. Revista Crítica Cultural, Palhoça, v. 17, n. 1, p. 21-33, jan./jun. 2022.
BASTOS, Cláudia Dayse; MARTINS, Gláucia Helena; PEREIRA, Luciana; SANTOS, Renato Emerson dos. Entre o espaço abstrato e o espaço diferencial: ocupações urbanas em Belo Horizonte. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, v. 19, n. 2, p. 251–266, 2017.
BEMFICA, Aline; FLORES, Larissa. Poéticas da luta e políticas de articulação. Poéticas da Experiência, 28 abr. 2022. Disponível em: https://www.poeticasdaexperiencia.org/2022/04/poeticas-da-luta-e-politicas-de-articulacao/. Acesso em: 03 maio 2024.
BRIDA, Felipe Boso. Representações da infância empobrecida no cinema de Sandra Kogut: uma análise fílmica de Mutum e Campo Grande. 2022. Dissertação (Mestrado em Linguagens, Mídia e Arte) - Pontifícia Universidade Católica de Campinas, [s. l.], 2022.
CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE. Relatório final do Grupo de Trabalho da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor sobre Direito à Moradia. Belo Horizonte, 2020. Disponível em: https://www.cmbh.mg.gov.br/comunicação/notícias/2020/08/relatório-aponta-deficiências-e-novos-caminhos-para-política. Acesso em: 02 mai. 2024.
CAMARGO, Carlos. Ocupação Izidora, um caso emblemático de resistência em Belo Horizonte. Fundo Brasil, 26 mar. 2019. Disponível em: https://www.fundobrasil.org.br/ocupacao-izidora-um-caso-de-resistencia-em-belo-horizonte/. Acesso em: 02 mai. 2024.
CARREIRO, Rogério Aparecido. A linguagem do cinema [recurso eletrônico]: uma introdução. Recife: Ed. UFPE, 2021. Disponível em: https://editora.ufpe.br/books/catalog/view/519/531/1592. Acesso em: 11 nov. 2024.
CORSARO, William Anthony. Sociologia da Infância. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.
COSTA, Marisa Vorraber; SILVEIRA, Rosane Helena; SOMMER, Lúcia Helena. Estudos culturais, educação e pedagogia. Revista Brasileira de Educação, n. 23, p. 5-18, maio/ago. 2003.
DEL PRIORE, Mary (Org.). História da criança no Brasil. São Paulo: Contexto, 1991. 176 p.
ELLSWORTH, Elizabeth. Places of learning: media, architecture and pedagogy. New York: Routledge, 2005.
FRAGA, Cayron Henrique Aparecido. Cinema e educação: discursos sobre infância e juventude pobre brasileira no filme Pixote, a lei do mais fraco (1981). 2018. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Mato Grosso, [s. l.], 2018.
GOBBI, Maria Angélica. Desenhar e ocupar: crianças na Mauá, Ipiranga e Prestes Maia [recurso eletrônico]. São Paulo: Instituto de Estudos Avançados, Universidade de São Paulo, 2022. 119 p.
GOBBI, Maria Angélica. Ocupações e infância: crianças, luta por moradia e culturas infantis na cidade de São Paulo (Occupations and childhood: children, struggle for housing and children’s cultures in the city of São Paulo). Crítica Educativa, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 9-24, 2017. Disponível em: https://www.criticaeducativa.ufscar.br/index.php/criticaeducativa/article/view/93. Acesso em: 10 jun. 2025.
GREEN, Judith L.; DIXON, Carol N.; ZAHARLICK, Amy et al. A etnografia como uma lógica de investigação. Educação em Revista, Belo Horizonte, n. 42, p. 13-79, dez. 2005.
GROSSBERG, Lawrence. El corazón de los estudios culturales: contextualidad, construccionismo y complejidad. Tabula Rasa, n. 10, p. 13-48, jan./jun. 2009.
HALL, Stuart. Cultura e representação. Tradução de Vera Ribeiro. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2016.
HEYWOOD, Colin. Uma história da infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente. Porto Alegre: Artmed, 2004.
KEMP, Simon. Usuários, estatísticas, dados e tendências do YouTube. Data Reportal, 11 maio 2023. Disponível em: https://datareportal.com/reports/digital-2024-brazil. Acesso em: 16 ago. 2024.
LAPLANE, Adriana de Lima Fróes; LACERDA, Carla Bentes Figueira de; KASSAR, Mônica Cristina Muniz. Abordagem qualitativa de pesquisa em educação especial: contribuições da etnografia. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 29., 2006, Caxambu. Anais [...]. Caxambu: ANPEd, 2006.
LELIS, Nathália. Arquiteturas políticas da terra: sobre (re)produção e rupturas na ordem do espaço urbano. 2018. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2018.
LELIS, Nathália. Ocupações urbanas: a poética territorial da política. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (Online), Recife, v. 18, n. 3, p. 428-444, set./dez. 2016.
MALATRASI, Larissa Galdino; LOPES, Fernando Murillo Engelmann. Cinema de denúncia social: olhar envolvido/olhar afastado. Relatório (Iniciação Científica) – Centro Universitário de Brasília, UniCeub, 2017.
MANSUR, Raquel. Luta por moradia: lei promove avanço na regularização das ocupações Izidora; cerca de 8 mil famílias vivem no local. G1 Minas, 22 set. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2023/09/22/luta-por-moradia-lei-promove-avanco-na-regularizacao-das-ocupacoes-izidora-cerca-de-8-mil-familias-vivem-no-local.ghtml. Acesso em: 01 mai. 2024.
MELLO, Rafael de Amorim Albuquerque e. Cinema que inventa o território: ocupações urbanas através de auto encenações da juventude. 2022. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) – Universidade Federal de Minas Gerais, [s. l.], 2022.
MINEIRO, Aiano Mineiro. Fazer imagem, fazer cidade: uma aproximação cartográfica da luta do MLB em Belo Horizonte junto, com e através das imagens. 2021. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) – Universidade Federal de Minas Gerais, [s. l.], 2021.
MLB BRASIL. MLB, essa luta é pravaler!, 2024. Disponível em: https://www.mlbbrasil.org/quem-somos. Acesso em: 09 jan. 2024.
MONTEIRO, Sônia Regina Rodrigues Pinto. O marco conceitual da vulnerabilidade social. Sociedade em Debate, v. 17, n. 2, p. 29-40, 2012. Disponível em: https://revistas.ucpel.edu.br/rsd/article/view/695. Acesso em: 26 nov. 2024.
NASCIMENTO, Bianca Dias Pereira de Souza. Infância em ocupação urbana: reflexões sobre resiliência. 2019. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2019.
QVORTRUP, Jens Arnborg. A. Nove teses sobre a "infância como um fenômeno social". Diverso e Prosa • Pro-Posições, v. 22, n. 1, abr. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pp/a/dLsbP94Nh7DJgfdbxKxkYCs/. Acesso em: 12 mar. 2025.
RAMALHO, Bianca; CARVALHO, Lilia Diniz de; BIZZOTTO, Lilian Maria. Mulheres em luta e a educação de crianças pequenas em uma ocupação urbana: perspectivas anticoloniais. Civitas – Revista de Ciências Sociais, v. 23, p. 1-12, jan./dez. 2023, Porto Alegre.
RIAL, Carmen Silvia Rial. Mídia e sexualidades: breve panorama dos estudos de mídia. In: GROSSI, Miriam Pilar et al. (Org.). Movimentos sociais, educação e sexualidades. Rio de Janeiro: Garamond, 2005. p. 107-136.
SANTOS, Eline Limeira dos. Ocupação Santa Maria: conflitos, infâncias e brincadeiras. 2017. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Universidade Federal de Sergipe, [s. l.], 2017.
SANTOS, Rodrigo de Almeida. Violências do Estado na produção de territórios, informalidade e redes de proteção. Cadernos Metrópole, v. 26, p. 283-308, São Paulo, 2023.
SARMENTO, Manuel Jacinto. Conhecer a infância: os desenhos das crianças como produções simbólicas. In: MARTINS FILHO, Antônio Joaquim; PRADO, Patrícia Duran (Orgs.). Das pesquisas com crianças à complexidade da infância. Campinas: Autores Associados, 2011.
SARMENTO, Manuel Jacinto. Gerações e alteridade: interrogações a partir da Sociologia da Infância. Educação e Sociedade, Campinas, v. 26, n. 91, p. 361-378, maio/ago. 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/3PLsn8PhMzxZJzvdDC3gdKz/abstract/?lang=pt. Acesso em: 06 mar. 2025.
TAMBARA, Mariana. Infância, cinema e educação: um estudo hermenêutico sobre a criança nos filmes A língua das mariposas, Mutum, Pelle e Tomboy. 2020. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de São Paulo, [s. l.], 2020.
WORTMANN, Maria Luiza; COSTA, Marisa Vorraber; SILVEIRA, Rosa Helena. Sobre a emergência e a expansão dos Estudos Culturais em Educação no Brasil. Educação (PUCRS), Porto Alegre, v. 38, n. 1, p. 32-48, jan./abr. 2015.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Temas em Educação

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los autores que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
. Los autores conservan los derechos de autor y otorgan a la revista el derecho a la primera publicación, con el trabajo licenciado simultáneamente bajo la Licença Creative Commons Attribution que permite compartir el trabajo con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
. Se autoriza a los autores a asumir contratos adicionales por separado, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicado en esta revista (p. Ej., Publicación en repositorio institucional o como capítulo de libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
. Se permite y se anima a los autores a publicar y distribuir su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) en cualquier momento antes o durante el proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como aumentar el impacto y cita del trabajo publicado (Ver O Efeito do Acesso Livre).





