Burro:
investigando a infância no currículo da franquia de filmes Shrek
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.74711Palavras-chave:
Infância. Shrek. Filmes de animação.Resumo
Este artigo investiga como a infância é representada na franquia cinematográfica Shrek (2001–2010), analisando quais sentidos de ser criança são mobilizados ao longo da narrativa. Situado no campo dos estudos culturais em educação, o argumento desenvolvido compreende os filmes como artefatos pedagógicos que produzem discursos reguladores sobre a infância, ensinando modos de ser criança considerados mais ou menos adequados. A análise concentra-se especialmente no personagem Burro, que performa uma infância acelerada, ingênua e dependente. A partir da observação de cenas e diálogos dos quatro filmes centrais da série, o artigo discute como esses artefatos promovem formas específicas de subjetivação infantil, funcionando como currículos culturais que ensinam normas e reforçam uma lógica adultocêntrica de tutela, orientação e controle da infância. Contudo, os filmes também tensionam essas normas por meio do comportamento caótico e imprevisível do Burro, revelando as constantes negociações entre o universo infantil e as imposições do mundo adulto.
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